Pensando limpo: economia de baixo carbono

País ignora potencial para desenvolver economia limpa, diz especialista

O WRI Brasil calculou o potencial econômico de medidas de recuperação da economia alinhadas com a ação climática e a redução da desigualdade socioeconômica. 

A economia verde pode fazer com que o Brasil cresça mais nos próximos dez anos, com um aumento acumulado adicional no PIB de R$ 2,8 trilhões até 2030 com relação ao cenário normal.

O estudo aponta “três caminhos setoriais para a transição a uma economia de baixo carbono no Brasil.
Cada caminho cria oportunidades econômicas, sociais e ambientais imediatas e duradouras as quais são relevantes mesmo em um cenário de recuperação. As recomendações setoriais incluem:
Infraestrutura de qualidade – promoção de planejamento integrado de projetos compatíveis com a manutenção do capital natural, aumentando assim a resiliência da economia e da sociedade a eventos climáticos extremos cada vez mais comuns, o que pode facilitar a mobilização de investimentos privados;
Inovação industrial – adoção de abordagens e tecnologias verdes como oportunidades de crescimento futuro em setores industriais. Essas abordagens utilizarão conhecimento e capacidades brasileiras e gerarão eixos de inovação e crescimento de produtividade para o setor industrial;
Agricultura sustentável – implementação de medidas para aumento da eficiência na produção agropecuária, com os seguintes benefícios: uso mais eficiente da terra, aumento de produção e produtividade, redução da pressão por desmatamento, melhoria da confiança do consumidor e dos mercados nacional e internacional cada vez mais preocupados com temas ambientais e climáticos.”

Nessas três trilhas, o Brasil tem condições de aumentar produtividade, competitividade, eficiência e geração de empregos, e com redução de emissões de carbono.

Segundo o relatório, até 2030 o país poderia incorporar uma Argentina a suas riquezas, além de criar mais 2 milhões de postos de trabalho e reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 42%.

É uma boa causa política. Está alinhada com nossa vocação natural. É uma oportunidade de recuperarmos a liderança em atitudes preservacionistas do planeta. Gera riqueza e empregos.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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