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Despedida de Maturana

Escrevi ontem um post sobre o trabalho de Humberto Maturana: (https://wordpress.com/post/balaiocaotico.com/9799). Hoje, ele morreu, aos 92 anos. Não há causalidade nisso, por favor!; talvez sincronicidade, uma coincidência significativa, diria Jung. “Seres vivos são sistemas autopoiéticos moleculares, ou seja, sistemas moleculares que nós mesmos produzimos, e a realização dessa produção de nós mesmos como sistemas molecularesContinuar lendo “Despedida de Maturana”

E a multidão vendo atônita/ Ainda que tarde/ O seu despertar

Simbolicamente, a Rosa dos Ventos representa luz e sorte. Significa também a necessidade de mudanças, de se encontrar uma direção, um caminho a seguir. Rosa-dos-Ventos (Chico Buarque) E do amor gritou-se o escândaloDo medo criou-se o trágicoNo rosto pintou-se o pálidoE não rolou uma lágrimaNem uma lástimaPra socorrer E na gente deu o hábitoDe caminhar pelas trevasDe murmurar entre as pregasDeContinuar lendo “E a multidão vendo atônita/ Ainda que tarde/ O seu despertar”

Carregamos, individualmente, uma história de milhões de anos

A biologia “tradicional”, numa abordagem reducionista, considera a vida como uma reação baseada tão somente nos ácidos nucleicos, em resumo. Mas, começa a se destacar a biologia sistêmica, na qual o comportamento do inteiro e complexo sistema biológico é visto como mais importante – ou tão quanto – o evento molecular isolado. Isso nos remeteContinuar lendo “Carregamos, individualmente, uma história de milhões de anos”

Um ano rico

“Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”. No primeiro dia de 1913, Franz Kafka escreveu: “O tiro da meia-noite. Gritos na ruela e na ponte. Toques de sino e batidas de relógio”. Era mais uma carta endereçada a Felice Bauer, sua paixão. Ele, em Praga,Continuar lendo “Um ano rico”

Ah, as mães!

Vem por aí mais um dia das mães. Dizem que a homenagem começou em 1908, a partir da iniciativa de Anna Jarvis, que queria estabelecer uma data comemorativa para lembrar sua mãe, Ann Jarvis, que morrera em 1905, num 9 de maio. Para tornar essa comemoração permanente, contou com o apoio de um comerciante. AíContinuar lendo “Ah, as mães!”

O poeta-operário

ESTRELA (Maiakóvski, 1913) “Escutai! Se as estrelas se acendem será porque alguém precisa delas? Por que alguém as quer lá em cima? Será que alguém por elas clama, por essas cuspidelas de pérolas? Ei-lo aqui, pois, sufocado, ao meio-dia, no coração dos turbilhões de poeira; ei-lo, pois, que corre para o bom Deus, temendo chegarContinuar lendo “O poeta-operário”

A decisão de assumir riscos

“Israel desenvolveu uma criatividade proporcional não ao tamanho físico do país, mas aos perigos que ele enfrenta”, disse Shimon Peres, presidente entre 2007 e 2014. Um país do tamanho do nosso menor estado, com solo estéril, pouca água e cercado de hostilidades. O único recurso “natural” é sua população. Um povo que tem uma históriaContinuar lendo “A decisão de assumir riscos”

A Guerra inevitável

Um ato individualizado no separatista bósnio Gavrilo Princip, em 28 de junho de 1914, “deflagrou” a Grande Guerra. Ele não agiu sozinho, era parte de uma organização que queria a libertação da Bósnia do jugo do Império dos Habsburgo. Era um domingo, e o arquiduque Francisco Ferdinando (herdeiro do Império Austro-Húngaro) passeava em Sarajevo comContinuar lendo “A Guerra inevitável”

Filosofia de carne e osso

Insuficiente. O saber é sempre insuficiente. Que aprendamos pelo menos esta lição. Unamuno sabia disso. De certa forma, aceitava essa angústia: a busca do inalcançável, do inacessível ao conhecimento. Não era um qualquer. Era respeitado como um dos maiores intelectuais, da Espanha e do mundo. Tinha uma cultura enciclopédica e universal, conhecia profundamente os sistemasContinuar lendo “Filosofia de carne e osso”

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