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“Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)

Assisti atentamente à leitura da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!” realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Lembrei-me dos idos dos anos 1970, quando, estudantes, corríamos dos cachorros (cães pastores-alemães!) do governador nomeado por suas qualidades de subalternidade – não merece ter o nomeContinuar lendo ““Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)”

O lobo da estepe

Ontem, 9 de agosto, alguns lembraram da morte de Hermann Hesse, há exatos 60 anos. Seus livros me acompanharam na juventude e me ajudaram a ver o mundo sob outras perspectivas. Ele buscava a sabedoria, não como erudição, mas como o desnudamento da oculta santidade da vida, a sacralidade do existir. Ele fora muito influenciadoContinuar lendo “O lobo da estepe”

“A maior nobreza dos homens é a de erguer sua obra em meio à devastação” (Sabato)

Ernesto Sabato viveu cem anos. Doutor em física, abandonou a ciência aos 30 anos para dedicar-se à literatura. Estava convencido de que “a razão não serve para a existência”. Nos últimos anos via o mundo moderno em tons sombrios, tempos de crises em que um certo racionalismo parece disposto a usurpar o espaço da espiritualidade:Continuar lendo ““A maior nobreza dos homens é a de erguer sua obra em meio à devastação” (Sabato)”

Poesia concreta

Eugen Gomringer nasceu na Bolívia, mas possui nacionalidade suíça. Estudou economia e história da arte. Em 1953, publicou seu primeiro livro de poemas, considerado o marco inicial da “poesia concreta”. Esse rótulo (poesia concreta) surgiria em seguida, mas no mesmo ano, quando do lançamento do Manifesto de Poesia Concreta, do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström. No Brasil,Continuar lendo “Poesia concreta”

Tem gente com fome

Convenhamos, termos gente passando fome atualmente é um escárnio, uma maldade, uma ignorância do que é a vida. Você pode passar toda a sua vida bem nutrido, ignorando a fome que nos rodeia, mas nunca será alimentado de humanidade, a não ser que adquira uma sensibilidade pela dor alheia. A fome é atroz! Só quemContinuar lendo “Tem gente com fome”

“Acho que o grande mundo dos homens não deve ser como este.” (LI P’O, China, século VIII)

Leonardo Fróes costuma brincar com a vida levada a sério. Para ele, o dramático está perto do patético: “Só as aves entendem/ o que estou olhando ao longe/ sem pensar mas sentindo/ minha insignificância perfeita.” Sua poesia, diz Fabrício Carpinejar, “celebra até a queda; não reclama da fila, encontra algo da fila para pensar”. OLHARContinuar lendo ““Acho que o grande mundo dos homens não deve ser como este.” (LI P’O, China, século VIII)”

Jô Soares, Pinzón e o Cabo de Santo Agostinho (por José Ambrósio dos Santos)

A historiografia oficial não é neutra, nem necessariamente tem compromisso com a verdade factual; ela traduz o que convém aos mandantes e cria um repertório que se coaduna com os interesses de grupos que se beneficiam, no processo histórico. A persistência em se celebrar o “descobrimento” do Brasil por Pedro Álvares Cabral é um dessesContinuar lendo “Jô Soares, Pinzón e o Cabo de Santo Agostinho (por José Ambrósio dos Santos)”

O triunfo do fracasso

Em fevereiro de 1949, Arthur Miller, muito tenso, aguardava a estreia de sua peça “A Morte do Caixeiro Viajante” na Broadway. Imaginava: que importância teria para aquela multidão, vivendo no clima de prosperidade do após-guerra, a vida e a morte de um homem tão simples e insignificante como um caixeiro-viajante? Foi um sucesso, inclusive deContinuar lendo “O triunfo do fracasso”

A vaidade coroa a tolice

Há menos diferença entre os animais que entre um homem e outro homem, dizia Plutarco. Claro, além da nossa base instintiva, temos uma carga cultural, imaginação, sonhos e pesadelos. Porém, o humano é vaidoso e confunde, muitas das vezes, o ornamento como imagem do ser. Como nunca é demais, resgato um trecho dos Ensaios deContinuar lendo “A vaidade coroa a tolice”

A parábola dos talentos

Muitos conhecem a Parábola dos Talentos, enunciada em Mateus 25 e, de forma assemelhada, na Parábola das Dez Minas, em Lucas 19. Sua leitura rápida parece endossar as atuais práticas capitalistas, o sistema bancário, os juros, a infatigável busca dos lucros e a meritocracia. Darei minha opinião, ao final, mas gostaria de conhecer outras. ParábolaContinuar lendo “A parábola dos talentos”

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