Um Testamento Político

Maurício de Nassau era um nobre, sobrinho-neto do príncipe Guilherme I de Orange, governador provincial da Holanda. Governou o Brasil holandês de 1637 a 1644. Tinha 33 anos quando chegou. Foi um grande administrador e procurava ser ‘justo’: proibiu os juros extorsivos ao setor agrícola e instaurou um clima de tolerância religiosa, por exemplo. AContinuar lendo “Um Testamento Político”

Intocáveis

Falei noutro dia sobre os invisíveis; agora, abordo os intocáveis. Temos por aqui os que são intocáveis porque são inalcançáveis, inatingíveis, ninguém pode lhes tocar e, há aqueles que são intocáveis porque ninguém lhes quer tocar, e eles não tocam nosso coração. Os primeiros são os poderosos, principalmente os políticos, os magistrados, altos empresários, herdeiros,Continuar lendo “Intocáveis”

Invisíveis

A vertiginosa velocidade das mudanças em curso, em todos os meios humanos, tem tornado, a muitos de nós, desassociados com o ambiente ao redor e, até consigo mesmos. Há um deslocamento, um distanciamento crescente, entre nossas aspirações, desejos, sonhos e a nossa realidade. Mesmo quando parte desses desejos é atingido, a insatisfação (a infelicidade) éContinuar lendo “Invisíveis”

A verdade, reconheces?

Um político decorou um versículo e vive a repeti-lo: “… e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, conforme João 8:32. Não viu o versículo anterior: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos”. Isso dá trabalho: requer abandonar a mentira como prática e ter pensamentos e atitudes cristãs. A liberdade a queContinuar lendo “A verdade, reconheces?”

O futuro é desdobramento do presente

O futuro está na esquina, dobrando a esquina. O Brasil é riquíssimo, senão não desperdiçaria todas as oportunidades que surgem. Stefan Zweig veio três vezes ao Brasil. Na última, escolheu-o para estabelecer-se, fugindo da fúria nazista. Em 1941, escreveu o simbólico “Brasil, País do Futuro”. Há boatos de que ele teria sido “estimulado” a encherContinuar lendo “O futuro é desdobramento do presente”

O Positivismo resultou no negacionismo

O Positivismo influenciou, em parte, a Proclamação da República. Pouco falado é que os principais líderes do chamado Apostolado Positivista do Brasil imaginavam, de acordo com seus princípios, uma república ditatorial, enquanto os verdadeiros republicanos defendiam uma democracia liberal. A palavra ditadura, segundo Pedro Laffitte, que sucedeu Auguste Comte, “não dá de modo nenhum oContinuar lendo “O Positivismo resultou no negacionismo”

A questão não é socialismo x capitalismo

“Fazer magia é organizar o caos”, ouvi na série The Witcher. Faz sentido, embora o caos seja autônomo. Organizá-lo significa entender seus padrões. Equilíbrio e controle não funciona, se o grau de entropia for alto. O Calvin, num cartum, dizia que era um gênio, mas um gênio incompreendido. Incompreendido porque ninguém achava que ele eraContinuar lendo “A questão não é socialismo x capitalismo”

Não há garantias

A “digitalização”, usemos este termo, se imiscui em tudo, convidada ou não. Ela, através de suas manifestações (AI, robótica, automação em geral, conectividades via redes sociais, VR, AR, XR, IoT etc.) dominará nossos ambientes no trabalho, na sociedade, no governo – na vida. Além de sua influência direta, ela permite a alavancagem de tecnologias nasContinuar lendo “Não há garantias”

A educação não é tudo; sem ela, porém, não se funda um futuro

A educação não garante, por si, um futuro promissor, equitativo e aspiracional. Entretanto, uma comunidade sem educação condena-se à dependência, escraviza-se aos detentores do saber, internos e externos. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, resumia Paulo Freire. Educação, frisemos, não é mera reprodução de um conhecimento padronizado,Continuar lendo “A educação não é tudo; sem ela, porém, não se funda um futuro”

Deu no que deu …

Não sou de perder as esperanças, mas esse Brasil testa demais nossa resistência! Aquele país que tinha tudo para dar certo, voltou aos princípios: terra e minérios. O país não nasceu para ser desenvolvido; era apenas fonte de riquezas para a Metrópole. Ao invés de crescimento para os seus, extração para a Corte. Extrativismo: nossaContinuar lendo “Deu no que deu …”