Paulo Freire, patrono

O pernambucano Paulo Freire faria cem anos hoje. Os políticos no poder atualmente acham que seu trabalho é perigoso, como aliás vêem toda educação. E, de fato, a proposta de Freire era transformadora (quase escrevi ‘revolucionária’). Ele é o “patrono da educação brasileira”; recebeu 35 títulos de Doutor Honoris Causa, concedidos por universidades européias eContinuar lendo “Paulo Freire, patrono”

O discurso da meritocracia

Declaração Universal dos Direitos Humanos Artigo 1Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo 21. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinçãoContinuar lendo “O discurso da meritocracia”

Temos muito o que fazer, preparando nosso próximo erro

“Hoje, eu realmente não acredito em coisa nenhuma que possa acontecer no Brasil”: desabafo de Antonio Callado, uma semana antes de morrer. Um livro póstumo, com suas crônicas, foi intitulado “O país que não teve infância”. Amadurecemos? Os portugueses chegaram por aqui em 1500. Os ingleses começaram, de fato, a colonização do que viria aContinuar lendo “Temos muito o que fazer, preparando nosso próximo erro”

Insulto não é argumento

O ministro Barroso faz uma análise pertinente e detalhada sobre o movimento de rompimento constitucional em curso – que visa assentar no poder absoluto um incompetente e suspeito de corrupção, que pelo seu combate se elegeu – e derruba cada uma das falsas acusações feitas ao sistema eleitoral. É um texto para estudo, porém ineficaz.Continuar lendo “Insulto não é argumento”

“Escolha quando atacar”

Está na Netflix. Em curtas lições extraídas das histórias de grandes déspotas, a série “Como se tornar um tirano” mostra que esta opção não é exclusividade para iluminados ou ‘escolhidos’; ao contrário, pessoas comuns podem ser içadas ao topo, deixando-se guiar por seus mais rasteiros instintos e agir obcecadamente. Antecipo os pontos essenciais nessa trajetória.Continuar lendo ““Escolha quando atacar””

Independência ou moto!

O presidente, coitado, não pode governar. Para se governar é necessário o poder. Absoluto? Desta vez, a culpa é do STF. Não dá para defender cada um dos ministros, infelizmente; mas a instituição é inatacável: é um dos pilares do sistema democrático. Quem já trabalhou nalguma organização reconhece aquele que, malandramente, não entrega o esperadoContinuar lendo “Independência ou moto!”

Comunitarismo contra o liberalismo econômico e o marxismo

Sebastião Barreto Campello é um engenheiro que desde a juventude trabalha em prol do social, seja no campo ou na cidade. Há 27 anos, fundou o Pró- Criança – entidade sem fins lucrativos, que visa minimizar as dificuldades vivenciadas pelos jovens carentes da Região Metropolitana do Recife por meio de trabalhos sociais, educação complementar eContinuar lendo “Comunitarismo contra o liberalismo econômico e o marxismo”

Extrema sensibilidade

“Saiba também calar-se para não se perder em palavras.” (Clarice Lispector) “Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. Era todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada.” “O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de terContinuar lendo “Extrema sensibilidade”

Descaminhos

Na minha curta existência, já fui premiado com a tentativa de golpe de Jânio, o golpe de 1964 e, querem que presencie mais um, no próximo dia 7 de setembro, quando uma maioria de 25% da população dirá ao presidente que o “autoriza”. Do Jânio, cuja renúncia em 25 de agosto de 1961 (ontem fezContinuar lendo “Descaminhos”

Bagunça e fracasso

O dirigente máximo do movimento “nós contra eles” costuma usar a bandeira nacional como símbolo de suas causas. Coitado do Auguste Comte, que criou o positivismo tentando dar um sentido a esse mundo controverso e que entusiasmou os “fundadores” (militares, principalmente) de nossa república. Ora, Comte imaginava que os problemas sociais e políticos de entãoContinuar lendo “Bagunça e fracasso”