Tenentismo

Pedro Bruno (1888-1949), ao pintar o quadro “A Pátria” queria representá-la como uma construção da nação. Requereria calma, serenidade, colaboração e persistência. União em torno de um propósito. Mas, depois, se não se tomar cuidado, alguém se apropria. Agora, por exemplo, há um grupo que se julga porta-bandeira, único defensor dos valores pátrios. Não háContinuar lendo “Tenentismo”

A curiosidade como princípio

Quase toda criança é curiosa. Nós, adultos, nos empenhamos em tirar dela essa alegria da descoberta. Procuramos lhe entregar tudo pronto, definido: isso pode, aquilo não! Isso é bom, o outro nem tanto. A escola é o principal agente da uniformização do conhecimento. Age, ainda, impondo limites. Principalmente comportamentais. Educação para vencer – os outrosContinuar lendo “A curiosidade como princípio”

Educação do atraso

Educação não é prioridade por aqui. Neste governo tivemos um ministro que durou três meses, o Breve; depois, um que imaginava que assumira o ministério da Propaganda, e agora um terceiro – acho que chama-se Ribeiro, abaixo. “A crise da Educação no Brasil não é uma crise; é um projeto“, constatava outro Ribeiro, o Darcy.Continuar lendo “Educação do atraso”

“Entender o que significa entender”

Johann Heinrich Pestalozzi (1789-1848), pedagogo, defendia que todas as pessoas deveriam ter um ponto de partida igual; o ponto de chegada não precisa ser o mesmo, mas o de partida precisa ser. O mundo não precisa ser dividido entre “ganhadores” e “perdedores”. Não se pode considerar a corrida pelo mérito quando este é estabelecido pelosContinuar lendo ““Entender o que significa entender””

Homeschooling: esse debate interessa a todos

Nada é mais presente do que a ausência sentida. Algo, também, pode estar ausente mesmo presente. Da mesma forma, ter não significa usufruir e, não ter não significa necessariamente falta. Esse devaneio é para chegar no tema Educação Domiciliar, ou homeschooling, conforme o referencial americano. Sempre defendi aqui o direito de pais poderem optar pelaContinuar lendo “Homeschooling: esse debate interessa a todos”

A decisão de assumir riscos

“Israel desenvolveu uma criatividade proporcional não ao tamanho físico do país, mas aos perigos que ele enfrenta”, disse Shimon Peres, presidente entre 2007 e 2014. Um país do tamanho do nosso menor estado, com solo estéril, pouca água e cercado de hostilidades. O único recurso “natural” é sua população. Um povo que tem uma históriaContinuar lendo “A decisão de assumir riscos”

Sobre a estupidez humana

Esta expressão de Einstein é conhecida: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Ernest Renan a dizia dessa forma: “A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito.” Em 1976, Carlo Cipolla pensou em resumir essa capacidade humanaContinuar lendo “Sobre a estupidez humana”

Sonhos são as maiores riquezas

“O comandante de um exército poderoso pode ser capturado. A aspiração de um homem comum, jamais.” (Confúcio) A primeira das treze colônias que deram início aos EUA, a Virgínia, só foi fundada em 1607. O Brasil já era centenário. 169 anos depois, os EUA já eram independentes; no Brasil, a demora foi de 322 anosContinuar lendo “Sonhos são as maiores riquezas”

As preocupações do governo em 1876

Em 1824, a constituição outorgada por Dom Pedro I determinava a realização de eleições para a escolha de representantes dos poderes legislativo e executivo. Claro que só as elites votavam. Eram requisitos: idade superior a 25 anos e ser do sexo masculino, além de comprovar uma renda mínima anual proveniente de empregos, comércio, indústria eContinuar lendo “As preocupações do governo em 1876”

Educar para o quê?

Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) foi um pedagogo suíço, de formação protestante, mas que se considerava um cristão, sem defender uma religião específica. Viveu numa época na qual o capitalismo se consolidava, juntamente com os ideais de liberdade e igualdade – principalmente para a ascendente sociedade burguesa liberal. A tal da fraternidade nunca foi forte. AContinuar lendo “Educar para o quê?”