“A inquietação e a futilidade dividem nossos dias.” (Paul Valéry)

Esperanças em 2021? Não as vejo. No ano passado, ainda acreditava que a pasmaceira governamental fosse falta de adaptação. Hoje, percebo que o objetivo é destruir as pontes que poderiam nos levar a um futuro melhor. O presente é sombrio, mas pode ser só uma prévia para o que nos espera. Talvez eu não sejaContinuar lendo ““A inquietação e a futilidade dividem nossos dias.” (Paul Valéry)”

Branquitude

O ser branco está em ser proprietário de privilégios. Só isso. Não quer dizer que todos os brancos têm privilégios; há outra chaga, a desigualdade social. Raça é uma construção social. Do ponto de vista biológico não existe raça, embora seus ‘efeitos’ sejam visíveis na sociedade. O conceito de raça foi criado nos séculos 18Continuar lendo “Branquitude”

O racismo é cultural

Uma jovem atriz encontra um pastor alemão branco, perdido. Ele é dócil. A moça apaixona-se pelo cão. Há um problema: sempre que o cão encontra um negro pela frente, o seu ‘instinto’ é atacá-lo e matá-lo. Ele havia sido treinado para atacar negros desde a infância por um dono que lhe transmitiu esse ódio assassino.Continuar lendo “O racismo é cultural”

“O inesperado só se manifesta quando esperado” (Heráclito)

Marcelo Gleiser, no seu livro “A ilha do conhecimento”, faz uma metáfora sobre o conhecimento humano. O mistério nos cerca, tanto o que não entendemos quanto pelo que não podemos entender. O humano é um ser arrogante, que só alarga sua ignorância. Podemos ser otimistas e considerar que “todos os começos são obscuros”, extrapolando asContinuar lendo ““O inesperado só se manifesta quando esperado” (Heráclito)”

O budismo e a visão ambiental

“A educação tem a ver com o processo do viver, não com a preparação para uma vida futura.” (John Dewey) O budismo não apresenta “verdades”, ao contrário de tantas religiões. Oferece um “veículo” para a “continuidade”, considerando que é impossível que alguma coisa acabe; ela muda, sempre. Nada é estável, tudo é impermanente e estáContinuar lendo “O budismo e a visão ambiental”

Tistu

“… havia, no entanto, um menino a quem todos chamavam Tistu…” Muitos conhecem sua história, criada por Maurice Druon, ex-ministro da Cultura da França. “Se só viemos ao mundo para ser um dia gente grande, logo as ideias pré-fabricadas se alojam facilmente em nossa cabeça, à medida que ela aumenta. Essas idéias, pré-fabricadas há muitoContinuar lendo “Tistu”

Mottainai: um estilo contra o desperdício

Mottainai representa um estilo de vida com base no budismo. O termo, muito mais do que uma palavra, exprime um pensamento no qual devemos utilizar qualquer recurso por todo o tempo possível de sua vida útil. “Justamente por não significar uma palavra, mas uma forma de viver, o termo não tem uma tradução literal. PorémContinuar lendo “Mottainai: um estilo contra o desperdício”

“A situação do negro não era circunstancial, excepcional, mas parte inextrincável do subdesenvolvimento e das dificuldades de integração nacional”

Guerreiro Ramos (1915-1982), era um intelectual negro, defensor da soberania nacional. Preocupava-se com o que chamava de ‘redução sociológica’, procurando afastar-se de uma ‘sociologia importada’, com métodos e visões concebidos noutros contextos culturais. Para ele, a pretensa universalidade da sociologia seria, na verdade, a reafirmação de uma lógica colonial que impediria os povos periféricos deContinuar lendo ““A situação do negro não era circunstancial, excepcional, mas parte inextrincável do subdesenvolvimento e das dificuldades de integração nacional””

A lei segue os costumes, raramente à ética

Leis acerca dos escravos (Êxodo 21; 1-11) “Eis as leis que lhes proporás: Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; mas no sétimo sairá livre, sem nada pagar. Se veio só, sozinho sairá; se era casado, com ele sairá a esposa. Se o seu senhor lhe der mulher, e esta der à luzContinuar lendo “A lei segue os costumes, raramente à ética”

“Se alguém lhe disser que uma certa pessoa fala mal de você, não se justifique sobre o que é dito sobre, mas responda: ‘Ele ignora minhas outras falhas, senão não teria mencionado só essas'” (Epiteto)

Epiteto (ou Epicteto) era um escravo do secretário de Nero. Viveu entre 55 e 135 d.C. Era um estoico. Preocupava-o o que torna uma vida plena e, como ter qualidades morais. Preocupações datadas. Hoje não faria sentido. “Se alguém realiza algum bem embora com trabalho, a labuta passa, mas o bem permanece; se alguém fazContinuar lendo ““Se alguém lhe disser que uma certa pessoa fala mal de você, não se justifique sobre o que é dito sobre, mas responda: ‘Ele ignora minhas outras falhas, senão não teria mencionado só essas’” (Epiteto)”