A arrogância é aliada da ignorância

A História traz lições para os que, humildemente, se abrem para entender nossos erros e acertos. Por outro lado, a arrogância é aliada da ignorância. Ou seja, mesmo os que absorvem conhecimentos podem soçobrar à soberba. Vejamos, rapidamente, um pouco da história recente chinesa. No século XIX, o reduzido comércio da China com o OcidenteContinuar lendo “A arrogância é aliada da ignorância”

Sem rumo

O grande mal do país, desde sempre, chama-se “atraso”. Atrasos econômico, social, tecnológico e cultural. Começamos com o pé errado: nossa colonização foi voltada à “exploração” local. Os países que não ficaram no subdesenvolvimento tiveram um processo colonizador diferente, o de “povoamento“, que visava trazer desenvolvimento à colônia. Após os vários ciclos exploratórios (pau-brasil, ouro,Continuar lendo “Sem rumo”

Progresso contínuo

Steven Pinker defende que a espécie humana nunca esteve tão bem e, isso seria devido aos valores do Iluminismo europeu do século XVIII. Ele glorifica a abordagem neoliberal e tecnocrática predominante como solução dos problemas do mundo: foi a única que já funcionou e vai continuar conduzindo a humanidade em uma trajetória triunfante. A ciênciaContinuar lendo “Progresso contínuo”

“É pirueta pra cavar o ganha-pão Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro”

A situação neste ano, como já falei noutro post, não será agradável. Milhões entrarão na faixa de pobreza. Muitos dos que deixaram de receber o auxílio emergencial, muitos, voltarão à pobreza extrema. Bom, isso não interessa. “Comprei cama, armário, sapato… tudo à vista. Agora faço fila num refeitório popular em São Luis para garantir aContinuar lendo ““É pirueta pra cavar o ganha-pão Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro””

“A inquietação e a futilidade dividem nossos dias.” (Paul Valéry)

Esperanças em 2021? Não as vejo. No ano passado, ainda acreditava que a pasmaceira governamental fosse falta de adaptação. Hoje, percebo que o objetivo é destruir as pontes que poderiam nos levar a um futuro melhor. O presente é sombrio, mas pode ser só uma prévia para o que nos espera. Talvez eu não sejaContinuar lendo ““A inquietação e a futilidade dividem nossos dias.” (Paul Valéry)”

“Nunca saberás o que é suficiente enquanto não souberes o que é demais.” (William Blake)

Toda tendência excessiva em uma direção é compensada por uma contratendência. São ‘oscilações‘, na economia e na sociedade. Uma das ‘ideias’ de Albert Hirschman, um economista que não seguia as escolas de pensamento econômico, as teorias vigentes, a ortodoxia. Um judeu errante, nascido em Berlim, batizado na religião protestante, que viveu na França, Itália, EUA,Continuar lendo ““Nunca saberás o que é suficiente enquanto não souberes o que é demais.” (William Blake)”

“… insistem em minar a têmpera do nosso povo, através da destruição de sua autoestima.”

O baiano Bautista Vidal, engenheiro e físico, precisa ser lembrado. Por seu empenho em tornar o Brasil uma nação soberana, não periférica, que caminhasse com suas próprias pernas, o que requereria uma independência tecnológica. Por seu pioneirismo na estruturação do Pólo Petroquímico de Camaçari, por ter sido um dos idealizadores do PróAlcool, por seu esforçoContinuar lendo ““… insistem em minar a têmpera do nosso povo, através da destruição de sua autoestima.””

Sono é desperdício?

Todos os animais até hoje estudados dormem. Neurocientistas já comprovaram que o sono REM (‘movimento rápido dos olhos’, em inglês), durante o qual sonhamos, é importante para trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais e para a criatividade e solução de problemas. O sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é o que consolida as memóriasContinuar lendo “Sono é desperdício?”

Não tem problema, nós pagamos a conta!

Kamyla Borges, do Instituto Clima e Sociedade, observa que o Brasil é a única economia do G20 cujo consumo de energia cresce mais que a produção econômica. Razão: nossas geladeiras e outros aparelhos elétricos estão defasados em relação aos avanços tecnológicos implantados mundo afora; consomem muita energia, alimentados pela ilusão de que temos abundância deContinuar lendo “Não tem problema, nós pagamos a conta!”

Para quem trabalham os economistas?

Malthus (1766-1834) dizia que nada, nada, poderia ser feito para melhorar a situação dos pobres, pois a razão pela qual as classes trabalhadoras eram pobres não estava nos lucros excessivos, mas no fato de que a população aumenta mais depressa do que a subsistência. A morte (epidemias, pestes, pragas, guerras e fome) tinha um papelContinuar lendo “Para quem trabalham os economistas?”