Incumbe ao poder público permitir a devastação?

No ano passado o governo, com o decreto 9.760, criou a chamada “conciliação” de multas ambientais. “Inventada pelo ministro do Meio Ambiente, a conciliação é uma instância a mais no já demorado processo de pagamento de multas do Ibama e do ICMBio. A justificativa para sua criação foi a possibilidade de fazer audiências entre osContinuar lendo “Incumbe ao poder público permitir a devastação?”

Pensar verde

O Banco Central introduziu “Sustentabilidade” como a quinta dimensão da sua Agenda. O Bacen toma a frente e nos coloca na fronteira da regulação financeira. O presidente possivelmente não sabe disso, como não sabia da implementação do PIX, há muitos anos implantado noutros países.  As quatro primeiras dimensões são inclusão, competitividade, transparência e educação. “SustentabilidadeContinuar lendo “Pensar verde”

Queimando nosso futuro

Em cinco décadas (1970 a 2016), a vida selvagem encolheu 68%! É a sexta extinção em ritmo exponencial. Razões: degradação ambiental e ação humana. O homem dominará desertos? Não, a espécie pagará o preço. O declínio mais acentuado ocorreu na América Latina: 94%! O estudo, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), está aqui: (https://www.dw.com/pt-br/mundo-perdeu-68-dos-animais-selvagens-em-menos-de-50-anos-aponta-wwf/a-54881584)Continuar lendo “Queimando nosso futuro”

Um dos pioneiros do conservacionismo

Na Vila Mariana, em São Paulo, há uma rua com nome complicado: rua Alberto Loefgren. Poucos sabem de quem se trata – como aliás ocorre com a vasta maioria dos nomes de ruas em nossas cidades; só a cidade de São Paulo tem cerca de 50 mil logradouros. Mas, nessa época de devastação consentida deContinuar lendo “Um dos pioneiros do conservacionismo”

A diversidade dá sentido ao mundo

“Acredito que uma folha de grama não é menos do que a jornada das estrelas.” (Walt Whitman) Sempre nos lembram que devemos ser ‘objetivos’. Objetividade, entretanto, é uma ficção, uma abstração. Tudo que é material pressupõe uma pré-diferenciação muito antes de sua concretização como coisas. “Em 1685, num dia qualquer, o gramado luxuoso do palácioContinuar lendo “A diversidade dá sentido ao mundo”

Testemunha da beleza e da destruição

Araquém Alcântara está há 50 anos fotografando a natureza. São 55 livros já publicados e mais um para este ano. O mais conhecido é ‘TerraBrasil‘, de 1998. Suas fotos estão nos principais museus do mundo. Sua convivência com as florestas reforçou seu respeito pela exuberância da vida. Mas, a devastação de nossos biomas é umaContinuar lendo “Testemunha da beleza e da destruição”

“…quantas Terras a gente precisa consumir até entender que está no caminho errado?”

“Demoramos muito tempo para perceber nossa identidade planetária … A história avançou pelo lado ruim. (Karl Marx) A ancestral e difícil luta pela sobrevivência foi se transformando em um louco esforço para se dominar a natureza. Louco, porque a parte não pode dominar o todo. A solução, de colocar o humano à parte (acima) daContinuar lendo ““…quantas Terras a gente precisa consumir até entender que está no caminho errado?””

Terra arrasada

O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), entre outras medidas de ‘desregulamentação’, decidiu por acabar com as regras de proteção a restingas e manguezais. Só de mangues são cerca de 1,2 milhões de hectares em quase todo o litoral brasileiro. O pessoal da carcinicultura (camarões criados em viveiros) e do setor imobiliário não reclamarão. OContinuar lendo “Terra arrasada”

“A Alemanha fez penitência pelo holocausto. Mas o Brasil ainda deve a sua pelo que fez com os índios e os negros.” (Lutzenberger)

“A sociedade de consumo é, no fundo, uma religião fanática, um fundamentalismo pior do que o do Bin Laden. Está arrasando o planeta.” “Em Brasília, todos são cínicos e não entendem como você não possa ser.” (sobre sua passagem como ministro do governo Collor) Eu era jovem, acreditava nas pessoas e no Brasil (tinha saídoContinuar lendo ““A Alemanha fez penitência pelo holocausto. Mas o Brasil ainda deve a sua pelo que fez com os índios e os negros.” (Lutzenberger)”

Calando-se o Inpe, acaba essa história de queimadas

O governo sabe das queimadas. Gostaria que a população – interna e externamente – não soubesse. Não posso dizer que sejam intencionais, nem que o governo as patrocine, ou estimule. A solução seria ter uma agência dócil, que só divulgasse o que o governo queira, a “verdade oficial”. A ideia está queimando os neurônios oficiais.Continuar lendo “Calando-se o Inpe, acaba essa história de queimadas”