A economia e a morte

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A vida ou a economia!

Muitos ainda têm esse dilema entranhado no consciente a partir de arquétipos inconscientes.

Poderosos dizem: a economia garante a vida! Se pensarmos um pouco veremos que é o contrário.

Para ilustrar o raciocínio de que o sustento econômico é a garantia da vida, apela-se para as desigualdades sociais, que se acentuarão. Claro, se nada for feito.

Governo existe para o quê? No caso de uma calamidade não é natural que o governo ampare os atingidos – devolvendo-lhes parte dos impostos pagos?

A prevalência da economia – como supridora de recursos para a população – deveria ser a preocupação natural dos governantes, em tempos de normalidade. Isso não ocorre. Em tempos normais, cada um que se vire, os mais aptos, conforme a lógica liberal.

Pobre não pode fazer quarentena, dizem os líderes federais. Claro que pode, desde que amparados. Transitoriamente, até serem vacinados.

Mas, nem uma coisa nem outra foi adequadamente – logisticamente – providenciadas. A isso se chama incompetência, se por despreparo. Ou um adjetivo proibido, se por má fé.

O mercado, no mundo inteiro, entende quando ações estão sendo feitas para proteger a economia através da manutenção das vidas.

Repito, o problema não é a dívida, seu tamanho, mas a responsabilidade e seriedade de quem a gera.

Se você é um empresário e tem poucas dívidas, ao procurar financiadores para um projeto, o que eles analisarão? Qualidade ou propósito do projeto e teus antecedentes. Se você for um irresponsável, um tratante, um perdulário, esqueça.

É um falso dilema. A vida garante a economia. Tudo, portanto, deve ser feito para preservar a “vida”. Não há economia sem vida!

Há governantes, entretanto, que se ligaram que o boom econômico é necessário para suas reeleições e, portanto, combatem o isolamento, distanciamento e o pavoroso ‘lockdown’.

Há, não um pragmatismo, mas uma falta de sensibilidade, de compaixão, pelo que ocorre atualmente na gestão da pandemia da Covid-19.

Não é incompetência apenas. É descaso pela vida – dos outros. Uma insensibilidade. Algo patológico.

Arrogância, egocentrismo, falta de empatia, psicopatia.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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