“A inquietação e a futilidade dividem nossos dias.” (Paul Valéry)

Esperanças em 2021? Não as vejo. No ano passado, ainda acreditava que a pasmaceira governamental fosse falta de adaptação. Hoje, percebo que o objetivo é destruir as pontes que poderiam nos levar a um futuro melhor. O presente é sombrio, mas pode ser só uma prévia para o que nos espera. Talvez eu não sejaContinuar lendo ““A inquietação e a futilidade dividem nossos dias.” (Paul Valéry)”

“… somos muito menos do que somos”

Ronald David Laing (1927-1989), foi um psiquiatra e psicanalista escocês, preocupado com o tratamento disponibilizado às pessoas diagnosticadas como psicóticas: face a uma pessoa “o seu tratamento é a forma como eu a trato”. O paciente deveria ser tratado como uma pessoa. “O que pensamos é menos do que sabemos; o que sabemos é menosContinuar lendo ““… somos muito menos do que somos””

Vaca profana

O presidente disse que o País está no “finalzinho da pandemia”, apesar dos números ascendentes. Logo mais, vacinação será também coisa de maricas. Para esse indivíduo, máscaras não funcionam, cloroquina funciona. Ao ter que optar entre a vida e a morte, ficou com a morte. Um sociopata? Um perigo à solta, com caneta. Agora tentaráContinuar lendo “Vaca profana”

Um país no purgatório

Um país no purgatório (Editorial do Estado de São Paulo, 10 de dezembro de 2020) Sob o comando do general Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde transformou-se em cidadela do xamanismo bolsonarista Consta que o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, é especialista em logística. Que a sorte poupe o Brasil de uma guerra emContinuar lendo “Um país no purgatório”

Quando a morte desperta a vida

Ali Banat era um milionário muçulmano australiano. Aos 29 anos, era dono de dois negócios de muito sucesso. Exibia sua fortuna nas redes sociais: grande variedade de relógios caros, perfumes de marca, muitos carros esportivos e estilo de vida luxuoso não eram segredo. No entanto, os eventos tomaram uma reviravolta inesperada e mudou sua vidaContinuar lendo “Quando a morte desperta a vida”

Em que mãos estamos!

Ontem, a Anvisa – de quem se espera isenção, uma vez que é ‘independente’ nas suas decisões – suspendeu os testes com o imunizante Coronavac, vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A medida foi tomada para se analisar um caso adverso ocorrido com um dos voluntários. Não foiContinuar lendo “Em que mãos estamos!”

Um balanço do governo

O ‘plano’ de governo do presidente Jair Bolsonaro foi anunciado como autoritário, conservador, paladino no combate a corrupção e seus agentes (identificados como “a velha política”), foco na segurança pública, ultraneoliberal e pró-Estados Unidos. Na economia, o plano era personificado no Paulo Guedes, que tinha um programa audacioso: o “Projeto Fênix”, lembram? De todos osContinuar lendo “Um balanço do governo”

Medicinas

Não bastava curar o órgão doente, pensavam os antigos. Adoece-se quando a harmonia com o universo é rompida; é necessário o restabelecimento da harmonia para chegar-se à cura. Na medicina oriental, a harmonia é restabelecida quando se consegue o equilíbrio entre as forças contrárias (yang e yin) presentes em tudo. A acupuntura segue este princípioContinuar lendo “Medicinas”

A balança

40% dos adultos e 20% das crianças são obesas nos Estados Unidos. A Escola de Saúde Pública de Harvard estima que os americanos obesos serão quase 50% da população americana em 2030, se as tendências atuais continuarem. Cerca de um quarto da população terá obesidade grave. O número total de pessoas obesas no país passaria deContinuar lendo “A balança”

Miséria

Por volta do ano 1000, sobreviver era para poucos, e por pouco tempo; as pessoas morriam aos 30 anos, em média. Guerras, pestes, explorações e fome. A produtividade da terra era proporcional à tecnologia disponível. Os camponeses lavravam a terra com arados dotados de uma relha em madeira endurecida ao fogo, como ainda se vêContinuar lendo “Miséria”