Nossos sonhos

Evitamos sonhar, talvez para fugirmos de pesadelos. Nos sonhos temos a oportunidade de ajustarmos nossas emoções e de imaginarmos soluções para nossos infindáveis problemas. Nos tempos atuais parece que perdemos o interesse por nossos sonhos; poucos se lembram deles ao acordar. A virtualidade do cotidiano tende a tomar seu lugar; os sonhos tornam-se aspirações espelhadasContinuar lendo “Nossos sonhos”

Nossa natureza é competitiva ou cooperativa?

Somos maus por natureza (ou pela quebra da confiança divina, a partir do pecado original) ou, nada disso, somos bons e podemos nos corromper em decorrência das agruras do mundo? Para John Locke, “O homem nasce como uma folha em branco, destituído de caracteres ou ideias.” Ele discordava de que Deus decida o destino dosContinuar lendo “Nossa natureza é competitiva ou cooperativa?”

Existe “um” povo brasileiro?

A pátria é apenas o solo natal ou requer que haja uma identidade cultural entre os nascidos num território? Existem traços característicos que nos tornam brasileiros? Outros povos reconhecem essas manifestações culturais que carregamos como típicas do brasileiro? Como agrupar pessoas com trajetórias próprias, únicas, num coletivo chamado “povo”? Talvez seja perda de tempo juntarContinuar lendo “Existe “um” povo brasileiro?”

Nossas crenças

Acreditar numa possibilidade e transformá-la em “fato”, numa “verdade”, torna-nos reféns da mesma e pauta nossas atitudes. Tudo precisa ser feito de forma a vir confirmá-la. Darei dois exemplos. O primeiro é uma ficção. Imagine um lugarejo na fronteira de um império sem nome. Nele, um magistrado cumpre seus deveres cotidianos, esperando a aposentadoria próxima,Continuar lendo “Nossas crenças”

O assustador ser humano

“A maioria das pessoas não é realmente livre. Estão confinadas a um nicho no mundo que esculpiram para si mesmas. Elas limitam-se a poucas possibilidades devido à estreiteza da sua visão.” (V. S. Naipaul) Falar de política no Brasil está ficando algo surreal, distópico. Mudemos de assunto; falemos do humano. Há dois tipos de agressão:Continuar lendo “O assustador ser humano”

O mal entre nós

Quem começou a escantear de fato o pensamento cartesiano (racional e consciente) foi o Freud, quando inseriu o inconsciente no processo. Descartes não saberia explicar o comportamento de multidões que abrem mão de suas individualidades e do pensar para ladrarem pelo fim da democracia, pela instauração de uma ditadura! Na multidão, o indivíduo tem suaContinuar lendo “O mal entre nós”

O ódio que nos alimenta

Não se odeia quando se está em dúvida. O ódio requer “certezas” absolutas. Em dúvida somos condescendentes, tolerantes. As certezas reduzem nossa humanidade pois criam uma sensação de proximidade com o “absoluto”. Entretanto, somos reles seres perdidos no tempo (desconhecemos nossas origens pré-natais e o futuro é incógnito) e muitas vezes no espaço, quando nãoContinuar lendo “O ódio que nos alimenta”

O social e o fiscal

Houve um tempo em que economistas eram humanos. Brincadeira. Mas, quem leu John Stuart Mill e Adam Smith, além dos seus textos meramente “econômicos”, percebem que eles tinham uma preocupação com o social. Smith: “A maioria dos governos é de ricos para ricos.“/ “Nossos mercadores e senhores reclamam muito dos maus efeitos dos altos saláriosContinuar lendo “O social e o fiscal”

Euforia e colapso

A acumulação de dívidas em excesso é nociva. Quer no plano das famílias, empresas , bancos ou governos. Isso é intuitivo, até. Há limites. O problema é: quais? Tudo, entretanto, depende do uso que se faz dessas dívidas. Se elas, bem aplicadas, geram caixa suficiente para manter o fluxo de compromissos (juros) assumidos, tudo bem.Continuar lendo “Euforia e colapso”

Uma biografia de lutas

1º de dezembro de 1941. Os alemães chegam a 90 km de Moscou. No dia 5, apesar de uma temperatura de 32 graus negativos, chegaram a 60 quilômetros da capital russa. A cidade cairia e as colunas blindadas alemães seguiriam ocupando os centros vitais do país, do Báltico ao mar Negro e dos Urais àContinuar lendo “Uma biografia de lutas”