Um Testamento Político

Maurício de Nassau era um nobre, sobrinho-neto do príncipe Guilherme I de Orange, governador provincial da Holanda. Governou o Brasil holandês de 1637 a 1644. Tinha 33 anos quando chegou. Foi um grande administrador e procurava ser ‘justo’: proibiu os juros extorsivos ao setor agrícola e instaurou um clima de tolerância religiosa, por exemplo. AContinuar lendo “Um Testamento Político”

O futuro é desdobramento do presente

O futuro está na esquina, dobrando a esquina. O Brasil é riquíssimo, senão não desperdiçaria todas as oportunidades que surgem. Stefan Zweig veio três vezes ao Brasil. Na última, escolheu-o para estabelecer-se, fugindo da fúria nazista. Em 1941, escreveu o simbólico “Brasil, País do Futuro”. Há boatos de que ele teria sido “estimulado” a encherContinuar lendo “O futuro é desdobramento do presente”

O Positivismo resultou no negacionismo

O Positivismo influenciou, em parte, a Proclamação da República. Pouco falado é que os principais líderes do chamado Apostolado Positivista do Brasil imaginavam, de acordo com seus princípios, uma república ditatorial, enquanto os verdadeiros republicanos defendiam uma democracia liberal. A palavra ditadura, segundo Pedro Laffitte, que sucedeu Auguste Comte, “não dá de modo nenhum oContinuar lendo “O Positivismo resultou no negacionismo”

A questão não é socialismo x capitalismo

“Fazer magia é organizar o caos”, ouvi na série The Witcher. Faz sentido, embora o caos seja autônomo. Organizá-lo significa entender seus padrões. Equilíbrio e controle não funciona, se o grau de entropia for alto. O Calvin, num cartum, dizia que era um gênio, mas um gênio incompreendido. Incompreendido porque ninguém achava que ele eraContinuar lendo “A questão não é socialismo x capitalismo”

Não há garantias

A “digitalização”, usemos este termo, se imiscui em tudo, convidada ou não. Ela, através de suas manifestações (AI, robótica, automação em geral, conectividades via redes sociais, VR, AR, XR, IoT etc.) dominará nossos ambientes no trabalho, na sociedade, no governo – na vida. Além de sua influência direta, ela permite a alavancagem de tecnologias nasContinuar lendo “Não há garantias”

Deu no que deu …

Não sou de perder as esperanças, mas esse Brasil testa demais nossa resistência! Aquele país que tinha tudo para dar certo, voltou aos princípios: terra e minérios. O país não nasceu para ser desenvolvido; era apenas fonte de riquezas para a Metrópole. Ao invés de crescimento para os seus, extração para a Corte. Extrativismo: nossaContinuar lendo “Deu no que deu …”

Boécio

Boécio foi um teólogo, poeta, político e filósofo romano. Acusado de apoiar um traidor, foi preso, torturado e executado em 525, a mando de Teodorico, o Grande. Seu livro “A Consolação da Filosofia” foi escrito na prisão, concebido entre duas sessões de tortura, enquanto esperava sua morte. É o testemunho da grandeza à qual umContinuar lendo “Boécio”

Plantas, seu domínio

“Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora.” (Chico Buarque e Ruy Guerra) Celestino era um capitão de navio negreiro, experimentado em viagens entre o continente africano e o Brasil. Matar negros era um ofício. De uma vez, com sacos de cal despejados noContinuar lendo “Plantas, seu domínio”

A linguagem do mundo nem sempre é a que achamos que falamos

“Fui sempre o que nunca serei”, frase atribuída a Branca Dias. Nossa capacidade de comunicação é muito relativa; os que nos ouvem escutam aquilo que querem ouvir, confirmando seu viés de entendimento. A fala, muitas das vezes, não gera relações dialógicas. Ou seja, os enunciados não se tornam unidades de interação social, mas de repressão,Continuar lendo “A linguagem do mundo nem sempre é a que achamos que falamos”

Futuro verde

A COP 26 acabou, naturalmente, com muito blá e poucos avanços reais. Até o governo brasileiro assinou compromissos para inglês ver. “Ação fala mais alto do que palavras”. O Brasil tem uma avenida de oportunidades à sua frente, a bioeconomia. Não dá para ficar esperançoso, porque não é a primeira vez que fechamos as portasContinuar lendo “Futuro verde”