“Eu sei de uma cura para tudo: água salgada. Suor, lágrimas, ou o mar.”

Karen Blixen – National Museums of Kenya
(Karen Blixen, 1885-1962)

Karen Blixen era baronesa. Nasceu Karen Christentze Dinesen. Foi uma escritora dinamarquesa, mas escrevia em inglês por fidelidade à língua de seu amante falecido e, de seu amado, Shakespeare.

Adotou o pseudônimo “Isak”, aquele que ri. Mulher escritora, vocês sabem, não era uma boa ideia.

Sua mãe fora uma defensora do voto feminino, ativa na luta pelos direitos políticos da mulher na Dinamarca.

Como escritora, valia-se da rica tradição nórdica de narrativas populares, da Bíblia e do Corão, além de Shakespeare.

Pelo casamento, foi parar na África, plantar café no Quênia.

Sobre sua vida como escritora:

“Tudo que precisava para começar era a vida e o mundo, praticamente qualquer tipo de mundo ou ambiente; pois o mundo está cheio de histórias, de acontecimentos e ocorrências e eventos estranhos, que só esperam ser contados, e a razão pela qual geralmente permanecem não contados é a falta de imaginação.

Pois, somente se você consegue imaginar o que aconteceu de alguma maneira, repeti-lo na imaginação, é que você verá as histórias, e somente se você tem a paciência de contá-las e recontá-las é que poderá contá-las bem.”

Entretanto, somente ao perder o que constituíra sua vida, seu lar na África e seu amante, ao retornar à casa na Dinamarca como um completo “fracasso”, sem nada nas mãos além de dor, tristeza e memórias, é que se converteu na artista e no “êxito” em que, de outra forma, jamais se converteria.

“Deus aprecia uma brincadeira”, dizia. E as brincadeiras divinas, como bem sabiam os gregos, frequentemente são cruéis.

Algumas de suas frases:

“Você sabe que está realmente vivo quando está entre leões.”

“A Terra foi feita redonda para que não víssemos muito adiante na estrada.”

“Quando você tem uma tarefa grande e difícil, algo talvez quase impossível, se você trabalhar só um pouco de cada vez, todo dia um pouco, de repente o trabalho se acabará.”

“As pessoas que sonham quando dormem à noite sabem de um tipo especial de felicidade que o mundo do dia não possui, um êxtase plácido, e tranquilidade de coração, que são como mel na língua. Eles também sabem que a verdadeira glória dos sonhos está em sua atmosfera de liberdade ilimitada. Não é a liberdade do ditador, que impõe ao mundo sua própria vontade, mas a liberdade do artista, que não tem vontade, que é livre de vontade. O prazer do verdadeiro sonhador não reside na substância do sonho, mas nisto: que ali as coisas acontecem sem qualquer interferência de seu lado, e totalmente fora de seu controle. Grandes paisagens se criam, longas vistas esplêndidas, cores ricas e delicadas, estradas, casas, que ele nunca viu ou ouviu falar … ”

“Todas as tristezas podem ser suportadas se você colocá-las em uma história ou contar uma história sobre elas.”

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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