Uma visão sobre o viver e morrer

Continuo o tema abordado num post anterior (https://balaiocaotico.com/2022/05/11/a-dor-educa/), com um depoimento de Elisabeth Kübler-Ross, que abre seu livro “A Roda da Vida”. Ela encoraja o “seguir em frente” e perceber a relevância de cada minuto que a vida nos entrega. Pessoalmente, tenho pensamentos diferentes sobre “acaso” e “destino”, que não importam. O objetivo é trazerContinuar lendo “Uma visão sobre o viver e morrer”

“A certeza para as múltiplas situações e problemas da vida é realmente das coisas raras” (Malba Tahan)

Malba Tahan é o pseudônimo do escritor carioca Júlio César de Mello e Souza, também professor, matemático e engenheiro. Entre os seus 120 livros está o célebre “O homem que calculava”. O NATAL DO BOM CALIFA “A certeza, na vida – dizia um velho beduíno, meio filósofo, que conheci em Damasco -, é mais raraContinuar lendo ““A certeza para as múltiplas situações e problemas da vida é realmente das coisas raras” (Malba Tahan)”

“A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)

Gibran Khalil Gibran foi poeta, pintor e escritor. Em suas veias corria o sangue de uma multiplicidade de culturas como a fenícia, aramaica, assíria, persa, grega, árabe e outras. Libanês, emigrou para os EUA, quando tinha doze anos de idade, levado (com os irmãos) por uma mãe corajosa – uma costureira -, que buscava aContinuar lendo ““A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)”

A dor educa

“As pessoas mais bonitas que conhecemos são aquelas que conheceram a derrota, o sofrimento reconhecido, a luta, a perda, e encontraram seu caminho para fora das profundezas. Essas pessoas têm uma apreciação, uma sensibilidade e uma compreensão da vida que as enche de compaixão, gentileza e uma profunda preocupação amorosa. Pessoas bonitas não acontecem apenas.”Continuar lendo “A dor educa”

O estado de ilusória vigília no qual vivemos

Rabindranath Tagore, nascido num 7 de maio, foi poeta, educador, escreveu cantos, óperas-balés, romances, peças de teatro, novelas, ensaios e, depois dos 60 anos se pôs a pintar. Foi o primeiro não-europeu a ganhar o Nobel de Literatura. Chegou a fundar uma escola, que chamou de a “morada da paz”. Seu sistema educacional não eraContinuar lendo “O estado de ilusória vigília no qual vivemos”

A militante do Ideal

“O que você está falando, menina? Estou falando que. Que o quê? Que. Vamos dizer que a menina, minha amiga, pretenderia o quê? Que.” (Poema de Pagu, pouco antes de sua morte) Patrícia Rehder Galvão, Pagu, foi um dos raros exemplos de mulher plena, que não se deixava aprisionar por grilhões mentais, além das onipresentesContinuar lendo “A militante do Ideal”

Mulheres, negras, pobres: loucas

Ninguém fala delas. Se não existiram enquanto viviam, como fazê-las presentes? Maio é o mês da Luta Antimanicomial; hoje, 6 de maio, é aniversário de Freud; dia 13 comemora-se a Abolição da Escravidão: tudo se relaciona com a sofrida experiência terrena de Stella do Patrocínio e de Aurora Cursino dos Santos. Hospício foi o destinoContinuar lendo “Mulheres, negras, pobres: loucas”

Limiares

O irlandês John O’Donohue era poeta e padre. Formou-se em Inglês, Filosofia e Teologia. Na Alemanha fez doutorado em Teologia Filosófica, dissertando sobre Hegel e, pós-doutorado sobre a mística de Mestre Eckhart, um expoente do neoplatonismo, como Plotino. Morreu dormindo, dois dias após seu aniversário de 52 anos. “A qualquer momento você pode se perguntar:Continuar lendo “Limiares”

“… achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.”

Viver é, desde o nascimento, um processo adaptativo. Uns entendem e aceitam isso; a maioria, entretanto, não se apercebe que está por sua conta e reclama (do destino, dos outros … da própria vida). O conformismo, a resignação, o vitimismo, a fuga, a autocomplacência e outros posicionamentos negativos diante do desafio da vida, simplesmente nãoContinuar lendo ““… achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.””

Lohengrin

Falei, outro dia, sobre Sêmele, a mãe de Dioniso (https://balaiocaotico.com/2022/03/31/o-que-o-mito-de-dioniso-nos-diz-hoje/). Vimos que a curiosidade de Sêmele em saber se seu amante era realmente Zeus, terminou por fulminá-la. Falaremos, agora, sobre o mito de Lohengrin, que virou uma das mais lindas óperas de Wagner, peça que chegou perto do ideal wagneriano de “obra de arte total”.Continuar lendo “Lohengrin”