Paulo Freire, patrono

O pernambucano Paulo Freire faria cem anos hoje. Os políticos no poder atualmente acham que seu trabalho é perigoso, como aliás vêem toda educação. E, de fato, a proposta de Freire era transformadora (quase escrevi ‘revolucionária’). Ele é o “patrono da educação brasileira”; recebeu 35 títulos de Doutor Honoris Causa, concedidos por universidades européias eContinuar lendo “Paulo Freire, patrono”

“A raposa sabe muitas coisas; o ouriço uma grande coisa.” (Arquíloco)

Arquíloco (680 a.C – 645 a.C.) era um guerreiro grego, mas também poeta. Dizia que “Não chegamos ao nível de nossas expectativas, caímos ao nível de nosso treinamento”. Aparentemente, era um defensor da especialização. Com esse mundo cada vez mais alvoroçado, discute-se se é melhor ser um especialista ou generalista. Essa questão não era comumContinuar lendo ““A raposa sabe muitas coisas; o ouriço uma grande coisa.” (Arquíloco)”

Comunitarismo contra o liberalismo econômico e o marxismo

Sebastião Barreto Campello é um engenheiro que desde a juventude trabalha em prol do social, seja no campo ou na cidade. Há 27 anos, fundou o Pró- Criança – entidade sem fins lucrativos, que visa minimizar as dificuldades vivenciadas pelos jovens carentes da Região Metropolitana do Recife por meio de trabalhos sociais, educação complementar eContinuar lendo “Comunitarismo contra o liberalismo econômico e o marxismo”

Sobre a juventude de Jesus

“Terminando de fazer tudo conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. E o menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.” (Lucas 2, 39-40) Há uma grande lacuna sobre a infância e juventude de Jesus nos evangelhos canônicos. Os de João e MarcosContinuar lendo “Sobre a juventude de Jesus”

Descaminhos

Na minha curta existência, já fui premiado com a tentativa de golpe de Jânio, o golpe de 1964 e, querem que presencie mais um, no próximo dia 7 de setembro, quando uma maioria de 25% da população dirá ao presidente que o “autoriza”. Do Jânio, cuja renúncia em 25 de agosto de 1961 (ontem fezContinuar lendo “Descaminhos”

A alma de uma organização

A vida tem um sentido, ou somos nós – centelhas da vida – que lhe damos sentido? Não tenho a resposta – sou só confusão, não conclusão. “Ficamos confusos quando achamos que sabemos sem saber, de fato”, diz Sadhguru. Mas, tenho o pressentimento de que nossa razão de ser é tornar aprazível o nosso entorno,Continuar lendo “A alma de uma organização”

Uma existência não pode surgir de uma não-existência

Empédocles era poeta, médico, engenheiro, naturalista, reformador religioso e uma espécie de campeão da democracia: era filho de um político “fundador” da democracia em Agrigento, Sicília, e se envolveu nas lutas democráticas de sua cidade e, como prova da sua fé na democracia e respeito à igualdade cívica, recusou a coroa real que lhe ofereceram.Continuar lendo “Uma existência não pode surgir de uma não-existência”

A história como farsa, ou tragédia?

Carlos Heitor Cony estava ameaçado de prisão, enquadrado na Lei de Segurança Nacional; a pena poderia chegar a trinta anos de cadeia. Ele havia escrito um texto que desagradara aos novos poderosos, ironizando a bravura dos militares. Felizmente, conseguiu os serviços de Nelson Hungria, que havia sido presidente do STF. Hungria pediu um habeas corpusContinuar lendo “A história como farsa, ou tragédia?”

“Continuam a viver em nós todos aqueles que se foram embora.” (Pirandello)

“Todos vivemos com a ilusão de que os outros, por fora, nos vejam como nós imaginamos ser por dentro. E não é assim.” (Pirandello) Luigi Pirandello é filho do Caos. Este era o nome (Càvusu, no dialeto local) da pequena aldeia onde nasceu, localizada em Agrigento, na Sicília. Cedo, deu-se conta da farsa que éContinuar lendo ““Continuam a viver em nós todos aqueles que se foram embora.” (Pirandello)”

O que nos limita

Já havia lido dois livros de Steven Pressfield, os “Portões de Fogo”, sobre a batalha de Termópilas e, “Tempos de Guerra”, que conta a Guerra do Peloponeso. Imaginava-o, então, como historiador. Mas, o sujeito também é roteirista e, antes de se ver como escritor, foi redator publicitário, professor, motorista de trator, barman, trabalhador braçal emContinuar lendo “O que nos limita”