Etnomatemática

Ubiratan D’Ambrosio era um matemático, reconhecido mundialmente pela comunidade acadêmica por seus estudos pioneiros na área de Etnomatemática. O que é isso? É “a matemática praticada por grupos culturais, tais como comunidades urbanas e rurais, grupos de trabalhadores, classes profissionais, crianças de uma certa faixa etária, sociedades indígenas, e tantos outros grupos que se identificamContinuar lendo “Etnomatemática”

Falando de Pascal, por Fábio Adiron

Argumentum ad Hominem (literalmente, argumento contra o homem) é um tipo de falácia de relevância, um subgrupo do que é conhecido no campo da lógica como falácias não-formais. Quando não tem mais argumentos para usar, um debatedor agressivo, em vez de refutar a verdade do argumento adversário, ataca diretamente o caráter pessoal do oponente. Blaise Pascal, matemático, físico, inventor, filósofo e escritor, foiContinuar lendo “Falando de Pascal, por Fábio Adiron”

“… como é fácil se deixar levar” (Morin)

“Entramos na era das grandes incertezas”, diz Morin – que no próximo 8 de julho completará insuficientes 100 anos – querendo nos lembrar que nós, e principalmente os governantes, estamos sem bússola. Aliás, as bússolas indicam: “mudemos de rumo”, há precipícios à frente! Essa pandemia poderia nos ensinar alguma coisas sobre a solidariedade, a inteligência,Continuar lendo ““… como é fácil se deixar levar” (Morin)”

“… a distinção entre o bem e o mal é a parte mais fácil do exercício moral.” (Amós Oz)

Jesus disse: ” Perdoa-lhes, não sabem o que fazem”. Não sabem? Somos moralmente imbecis? Mas, muitos, acham que ao nos infligir alguma dor o faz pelo nosso bem! Acham que há um ordenamento “superior” que os guia. Ou que obedecem a leis, ordens, autorizações, que os livram do julgamento moral. São os “moralistas”, os queContinuar lendo ““… a distinção entre o bem e o mal é a parte mais fácil do exercício moral.” (Amós Oz)”

“Paranoia é a patologia dos regimes inseguros e, em especial, das ditaduras.” (Coetzee)

Óssip Mandelstam, quando criança, colecionava pregos. Uma premonição, talvez. Até que tomaram todos os seus pregos, colecionados com capricho, para encaixotarem o que quer que fosse. Ele foi um dos maiores poetas e escritores do período soviético. Não gostava de rememorar lembranças visuais (“Minha memória não é amorosa, mas hostil …”), só as sonoras, auditivasContinuar lendo ““Paranoia é a patologia dos regimes inseguros e, em especial, das ditaduras.” (Coetzee)”

A felicidade, por Madame du Châtelet

Émilie du Châtelet (1706-1749) era uma cientista, aficionada por matemática e física. Foi educada num padrão diferente para uma menina da época. Aprendeu latim, grego, alemão, italiano e inglês e, música, dança, teatro, literatura e ciência. A tradução que fez do Principia Mathematica, de Newton, continua como padrão em francês: um volume de mais deContinuar lendo “A felicidade, por Madame du Châtelet”

“Entender o que significa entender”

Johann Heinrich Pestalozzi (1789-1848), pedagogo, defendia que todas as pessoas deveriam ter um ponto de partida igual; o ponto de chegada não precisa ser o mesmo, mas o de partida precisa ser. O mundo não precisa ser dividido entre “ganhadores” e “perdedores”. Não se pode considerar a corrida pelo mérito quando este é estabelecido pelosContinuar lendo ““Entender o que significa entender””

Quem é o nosso Spiritus Rector?

Alfred Rosenberg foi um dos fundadores do Partido Nazista e era considerado o pai do nacional-socialismo pelo próprio Hitler. Foi, ainda, o principal ideólogo do Holocausto. Era o Spiritus Rector, o guia intelectual da Alemanha nacional-socialista. Acreditava de pés juntos na supremacia branca, em especial dos alemães e dos escandinavos – negros e judeus seriamContinuar lendo “Quem é o nosso Spiritus Rector?”

O pensar diferente

A história de Giordano Bruno é bem conhecida: terminou na fogueira porque escreveu um livro que falava da pluralidade dos mundos e aventava a possibilidade de existir vida em outros planetas, entre outras heresias. Outros, que achavam que poderiam pensar diferentemente do permitido, são pouco conhecidos. Um deles é Miguel Servet, pensador espanhol que seContinuar lendo “O pensar diferente”

Uma insensatez

Salomão era sábio e rico. Tinha um fraco: gostava de mulheres, muitas. “Além da filha de Faraó, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, pertencentes às nações das quais Iahweh dissera aos israelitas: ‘Vós não entrareis em contato com eles e eles não entrarão em contato convosco; pois certamente,Continuar lendo “Uma insensatez”