Perdas e achados

A vida é uma trilha de perdas. Algumas são comezinhas, como perder o horário, a derrota do time, queda dos cabelos, quebrar uma unha, derrota do político preferido, falência etc. Outras são relevantes, marcantes: perder a confiança em alguém, ou a esperança no país, a saúde, a paz interior, um ente querido, o interesse pelaContinuar lendo “Perdas e achados”

“O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.”

A crônica abaixo, de Rubem Alves é provocadora, polêmica. Ao desacreditar o povo como expressão da vontade da nação – portanto, da democracia – (por ser manipulável), pode alimentar argumentos caros a alguns: alguém tem que falar em seu lugar, um autocrata, talvez. No final ele se redime e diz ter esperança num povo capazContinuar lendo ““O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.””

Doroteia

O carioca Marques Rebelo, pseudônimo de Eddy Dias da Cruz, foi jornalista e escritor. Das suas crônicas “Cenas da Vida Brasileira”, escritas nos anos 1940, escolhi uma que trata de tolerância, que escasseia. “Doroteia era alemã. Tinha onze anos, mas bem poderia dizer que já fizera treze. Era branca e era loura; no narizinho arrebitado,Continuar lendo “Doroteia”

Uma visão sobre o viver e morrer

Continuo o tema abordado num post anterior (https://balaiocaotico.com/2022/05/11/a-dor-educa/), com um depoimento de Elisabeth Kübler-Ross, que abre seu livro “A Roda da Vida”. Ela encoraja o “seguir em frente” e perceber a relevância de cada minuto que a vida nos entrega. Pessoalmente, tenho pensamentos diferentes sobre “acaso” e “destino”, que não importam. O objetivo é trazerContinuar lendo “Uma visão sobre o viver e morrer”

“A certeza para as múltiplas situações e problemas da vida é realmente das coisas raras” (Malba Tahan)

Malba Tahan é o pseudônimo do escritor carioca Júlio César de Mello e Souza, também professor, matemático e engenheiro. Entre os seus 120 livros está o célebre “O homem que calculava”. O NATAL DO BOM CALIFA “A certeza, na vida – dizia um velho beduíno, meio filósofo, que conheci em Damasco -, é mais raraContinuar lendo ““A certeza para as múltiplas situações e problemas da vida é realmente das coisas raras” (Malba Tahan)”

“A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)

Gibran Khalil Gibran foi poeta, pintor e escritor. Em suas veias corria o sangue de uma multiplicidade de culturas como a fenícia, aramaica, assíria, persa, grega, árabe e outras. Libanês, emigrou para os EUA, quando tinha doze anos de idade, levado (com os irmãos) por uma mãe corajosa – uma costureira -, que buscava aContinuar lendo ““A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)”

O que é honra?

Provocado pelo amigo Fábio Adiron, divulgo aos estrangeiros a macabra capacidade de se criar histórias fantásticas no Recife. Nós, recifenses, nos divertimos com os superlativos que criamos para a cidade, dentre esses, o de “cidade mais assombrada do Brasil”. Hoje, sexta-feira 13, é um dia apropriado para falarmos sobre isso. “Quem sai à noite pelasContinuar lendo “O que é honra?”

O estado de ilusória vigília no qual vivemos

Rabindranath Tagore, nascido num 7 de maio, foi poeta, educador, escreveu cantos, óperas-balés, romances, peças de teatro, novelas, ensaios e, depois dos 60 anos se pôs a pintar. Foi o primeiro não-europeu a ganhar o Nobel de Literatura. Chegou a fundar uma escola, que chamou de a “morada da paz”. Seu sistema educacional não eraContinuar lendo “O estado de ilusória vigília no qual vivemos”

Mulheres, negras, pobres: loucas

Ninguém fala delas. Se não existiram enquanto viviam, como fazê-las presentes? Maio é o mês da Luta Antimanicomial; hoje, 6 de maio, é aniversário de Freud; dia 13 comemora-se a Abolição da Escravidão: tudo se relaciona com a sofrida experiência terrena de Stella do Patrocínio e de Aurora Cursino dos Santos. Hospício foi o destinoContinuar lendo “Mulheres, negras, pobres: loucas”

“Ninguém – Também?/ Então somos um par?”

Mais poesias. Algo que valha a pena, neste mundo sufocante. Algo inútil. Aquilo que antes de contrariar, possa expandir. Cercar-se de ares frescos, mesmo pútridos. Poesia como via João Cabral: “Isto não presta para nada, e no entanto está aqui a minha vida inteira.” Ou, como protestava Maria Tsvietáieva: “Não amo o mar; o marContinuar lendo ““Ninguém – Também?/ Então somos um par?””