Náufragos, por Luis Fernando Veríssimo

“Contam que um homem sobreviveu a um naufrágio e acabou numa ilha deserta, e lá viveu durante 40 anos, até morrer. Os primeiros 20 anos foram os piores. Quando não estava ocupado procurando comida e tratando de se abrigar do sol, da chuva e do vento, quando não tinha mais o que fazer a nãoContinuar lendo “Náufragos, por Luis Fernando Veríssimo”

O que Sherlock Holmes tem a nos dizer

Tomás Ryan, professor de Bioquímica e Imunologia, propõe que esquecer memórias ou coisas que aprendemos pode ser uma característica funcional do cérebro e, na verdade, uma forma adicional de aprendizado. “Criamos inúmeras memórias enquanto vivemos nossas vidas, mas muitas delas esquecemos. Por que? Contrariando a suposição geral de que as memórias simplesmente decaem com o tempo,Continuar lendo “O que Sherlock Holmes tem a nos dizer”

Invisíveis

A vertiginosa velocidade das mudanças em curso, em todos os meios humanos, tem tornado, a muitos de nós, desassociados com o ambiente ao redor e, até consigo mesmos. Há um deslocamento, um distanciamento crescente, entre nossas aspirações, desejos, sonhos e a nossa realidade. Mesmo quando parte desses desejos é atingido, a insatisfação (a infelicidade) éContinuar lendo “Invisíveis”

O mito de um mundo melhor

A linguagem é mutante. Palavras podem perder seu significado original, etimológico, e ser postitzada, num deturpado processo de Scrum social. Assim ocorre com a palavra Mito. Virou até reverência política, ao vazio, ao nada, à negação, ao retrocesso, ao ódio, à deterioração. O social é o paroxismo da Complexidade, penso. Imaginem: bilhões de seres, cadaContinuar lendo “O mito de um mundo melhor”

Reverência pela vida

Sempre admirei Rubem Alves. No seu conto A Máquina do Tempo, diz que “O tempo é isto: o poder que faz com que coisas que existem deixem de existir para que outras, que não existiam, venham a existir. Se o tempo não tivesse passado eu continuaria a ser menino e vocês (referindo-se às netas) nãoContinuar lendo “Reverência pela vida”

O futuro é desdobramento do presente

O futuro está na esquina, dobrando a esquina. O Brasil é riquíssimo, senão não desperdiçaria todas as oportunidades que surgem. Stefan Zweig veio três vezes ao Brasil. Na última, escolheu-o para estabelecer-se, fugindo da fúria nazista. Em 1941, escreveu o simbólico “Brasil, País do Futuro”. Há boatos de que ele teria sido “estimulado” a encherContinuar lendo “O futuro é desdobramento do presente”

Plantas, seu domínio

“Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora.” (Chico Buarque e Ruy Guerra) Celestino era um capitão de navio negreiro, experimentado em viagens entre o continente africano e o Brasil. Matar negros era um ofício. De uma vez, com sacos de cal despejados noContinuar lendo “Plantas, seu domínio”

O rei está morrendo!

Há um rei, consciente de seu papel como rei. Moribundo, tenta segurar tudo nas mãos. Ele está no poder há séculos mas, não se apercebeu, o tempo passou e, inexoravelmente, terá que morrer. Quando nota que sua hora chegou, junto com a agonia, começa a perder todos os seus poderes. “Eu tentei acender a calefação,Continuar lendo “O rei está morrendo!”

Homofobia

Atendi Brigitte ao balcão. Ele estava há um tempo na calçada esperando que os outros clientes saíssem, no frigorífico onde eu trabalhava. Ele era o retrato da tristeza. Cabisbaixo, não olhava ninguém nos olhos. Ao andar, arrastava uma das pernas, resultado de um espancamento que seu irmão mais velho lhe aplicara, anos antes, quando seContinuar lendo “Homofobia”

Provérbios sobre insensatos, atuais

“Provérbios“, atribuídos a Salomão, é um dos livros sapienciais de Israel. Sua validade foi estendida. Pincei alguns que se referem a pessoas insensatas: “O que teus olhos viram, não introduzas logo em processo pois o que farás no fim se teu próximo te confundir?” (25: 8) “Nuvens e ventos e nada de chuva é oContinuar lendo “Provérbios sobre insensatos, atuais”