Faça a sua agenda

Saúde Calvin! – CAPS II – Ponta do Coral

Com tudo se embaralhando, parece cada vez mais difícil assumirmos nossa vida.

A vida se esgota e antes nos sentimos esmagados, incapazes de dar conta do assédio informacional e de expectativas. Século da ansiedade e de pânico. As drogas, todas, não são saídas, mas novos precipícios.

Esse pequeno texto é uma advertência (conselhos são caros e inúteis) para os que já não percebem o óbvio. É uma obviedade, portanto.

Se você está empregado, parabéns! Porém, não transforme o trabalho num calvário. Saia dessa. A pior armadilha é a que você arma para você mesmo, a servidão voluntária.

No trabalho podemos distinguir, simplificadamente, três tipos de profissionais, conforme suas atitudes: o moldável, o bagunçado e o criativo.

O moldável sabe que o que tem a ser feito já foi definido por outros, anteriores ou pares. Pronto, é só executar, sem questionamentos. Seguir os manuais e rotinas preestabelecidas. O dia tem 24 horas e ainda há os finais de semana. São operários, mesmo em posições de liderança. Burnout à vista.

O bagunçado, prático, sabe que seu tempo será ocupado pelos problemas em curso. Problemas nunca faltam, é só procurá-los; logo eles saberão como encontrar o que os ‘resolve’. Tudo errado. O time entenderá que sem problemas não há apreciação; eles se multiplicarão.

O criativo é um rebelde. As coisas existem para serem mudadas, ou eliminadas. Não aceita nada como definitivo, afinal você está aí para transformar. Não descuida de nada, porém, cuidar significa elevar, melhorar, recriar ou rejeitar. Sabe que isso não se faz sozinho; usa a equipe para pensar no que se faz e fazer o pensado, refletido. Libera a criatividade do grupo, empodera-o, aceita o errar como aprendizagem, entusiasma, estimula com desafios, transforma o ambiente num ‘permanente’ campo de mudanças …

Não pode, claro, chutar o pau da barraca sem antes ter uma outra opção de cobertura. É necessário equilíbrio na ousadia, juízo na loucura, ordem na desordem, padrão no caos. O barco precisa continuar navegando. A navegação, entretanto, pode deixar de ser à vela.

O trabalho, claro, pode ser prazeroso. Essa é a regra. Nunca trabalhe no que não te dá prazer. Com esse requisito atendido, adeus síndrome de pânico. A ansiedade passa a ser uma aliada, necessária à criação.

Em resumo, faça sua agenda! Reduza progressivamente a fração de tempo que você (e seu time) dedica à agenda corporativa. Pense. Crie. Melhore.

Administre teu tempo; ele é teu, não deixe que o ocupem. Redes sociais e tudo que torna tua atenção parcial devem ter horários definidos. Use tua atenção plena no que torna você a diferença. Essa história de multitarefas é distorcida; todos somos multitarefas, cada tarefa no seu momento.

Transforme o trabalho naquilo que é a tua marca. Agindo assim, você se transformará num ser mais completo; o trabalho não será uma lacuna na tua vida.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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