Viés de confirmação?

William James dizia: “Nós não sorrimos porque somos felizes, nós somos felizes porque sorrimos.” Ou, doutra forma: “O pássaro não canta porque está feliz, mas sim está feliz porque canta.” Mensagens positivas: “A maior descoberta de minha geração é que o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental.” Bom, foi eleContinuar lendo “Viés de confirmação?”

Somos colônias

Somos apenas 10% humano. Para cada célula de nosso corpo existem nove células não humanas que nos colonizam: bactérias, fungos, vírus e arqueias. Somos mais “eles” do que “nós”: só no intestino abrigamos cerca de 100 trilhões deles! 50 milhões deles só na ponta de um dedo, por exemplo. Cerca de 4 mil espécies diferentesContinuar lendo “Somos colônias”

Placebos e crenças

Placebo, em latim, significa “agradarei”. Era considerado um método de agradar o paciente na ausência de uma terapêutica. Não é coisa nova: já no século XVI, a Igreja Católica fazia uso de placebos para desacreditar supostas falsas possessões demoníacas. Indivíduos “possuídos” deveriam manusear falsas relíquias sagradas e, caso reagissem com contorções, eram consideradas falsas possessões,Continuar lendo “Placebos e crenças”

Patriarcado

Gerda Lerner fugiu do nazismo em 1939, e radicou-se nos EUA. Aos 40 anos pôde iniciar sua educação superior, após criar os filhos, e obteve o Ph.D. na Universidade de Columbia. Virou referência no estudo da História da Mulher. Para ela, era importante distinguir sexo de gênero: sexo é biológico; gênero é uma definição culturalContinuar lendo “Patriarcado”

Não é por falta de inteligência

A definição de inteligência que acho satisfatória é a feita em 1994 por um grupo de cientistas: “uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, umaContinuar lendo “Não é por falta de inteligência”

“A república está perdida.” (Cícero)

Por que alguns fazem um discurso de “guerra”? “A guerra, principalmente a civil, leva todas as nações, até mesmo aquelas declaradamente mais democráticas, a se tornarem autoritárias e totalitárias.” (John Dewey) “A natureza da guerra não consiste nos combates em si, mas numa reconhecida disposição neste sentido, durante todo o tempo em que não houverContinuar lendo ““A república está perdida.” (Cícero)”

Torço para que o espírito altivo, benigno, solidário prevaleça. Que possamos subir alguns degraus.

Em 1895, Gustave Le Bon publicou o clássico “Psicologia das Multidões”. Era médico, mas se interessava por psicologia, sociologia, antropologia e física. Seria, com licença da palavra, polímata. Há quem afirme que ele antecipou a teoria da relatividade de Einstein. Influenciou muitos políticos e pensadores, como Lenin, Hitler, Ortega y Gasset, Freud, Mussolini, Roosevelt, Churchill,Continuar lendo “Torço para que o espírito altivo, benigno, solidário prevaleça. Que possamos subir alguns degraus.”

Autoritarismo

O que é ser de extrema direita? Talvez seja adotar uma política antissistema para os que não acreditam que o sistema possa de fato mudar. A ideia é que tudo permaneça com está, mas que dê ganhos maiores para os que se sentem deixados de lado. Não todos, claro. Só os merecedores. “Algo deve mudarContinuar lendo “Autoritarismo”

Tempos estranhos

Em 1937, Mihail Sebantian, um escritor romeno, observou e registrou o afastamento de antigos amigos, atraídos como mariposas para uma chama inescapável: o fascismo. O tradicional debate de ideias foi substituído por uma ideologia, um arcabouço de ilusões que serve a um sistema de dominação, que se reforça alimentada por ódio e discriminações. Sebastian, aoContinuar lendo “Tempos estranhos”

Colocar-se no lugar do outro?

Num de seus livros, Gabeira fala de um fato ocorrido quando estava exilado na Suécia, nos anos 1970. Diante de seu quarto, morava uma assistente social, Ana Marie. Voltava todos os dias desolada do trabalho. Seu trabalho consistia em assistência a alcoólatras e famílias em crise. Não é tarefa para qualquer um. Esses problemas sóContinuar lendo “Colocar-se no lugar do outro?”