Para os que estão passando do “Olá” para “Tchau”

“Que, então, isto é tudo o que significa estar vivo: estar preparado para morrer.” (J. M. Coetzee) Podemos morrer a qualquer momento, claro, mas essa consciência começa a ser um inquilino fixo de nossa mente, normalmente, a partir de certa faixa de idade, ou após uma doença grave. Essa sensação de “terra à vista” deveContinuar lendo “Para os que estão passando do “Olá” para “Tchau””

Autocompressão

Há pessoas que estão no corner. Não sabem como sair, mesmo tendo, calmamente, ido parar lá. A monotonia domina suas vidas. O grito está travado; os gestos, congelados; o olhar, vidrado; o amanhã, indesejado; o corpo funciona como uma tela na qual passa um filme nostálgico; o coletivo é só o outro – não seContinuar lendo “Autocompressão”

Nada que um sorriso não conquiste!

O sorriso de Duchenne, ou sorriso genuíno, é aquele que envolve a contração do músculo zigomático principal, que eleva os cantos da boca, e do músculo orbicular do olho, que aumenta as bochechas e forma os pés de galinha ao redor dos olhos. Ele é simétrico e involuntário. Esse nome dado ao sorriso verdadeiro é uma homenagemContinuar lendo “Nada que um sorriso não conquiste!”

Transformar nada em algo

“Nós precisamos achar um estalo inicial!”: conceito criado por Michael Sitrick. A mídia galopa em rebanho. É necessário apenas um estalo para começar um estouro da manada. O estalo é o gatilho; o resto é direcionar a atenção de todos para a direção em que a manada está indo. Em marketing – inclusive o políticoContinuar lendo “Transformar nada em algo”

Causalidade e casualidade

“Eu defendo um direito ilimitado da razão controlar os sistemas de pensamento; no entanto, eu aludo a um modo de conhecimento extra-racional, que é adquirido com recursos diferentes da razão. Eu penso que esse modo de conhecimento extra-racional é primordial e essencial. Não há apenas pensamento, há também instinto, emoção, intuição, etc.” (Wolfgang Pauli, físico)Continuar lendo “Causalidade e casualidade”

Sono é desperdício?

Todos os animais até hoje estudados dormem. Neurocientistas já comprovaram que o sono REM (‘movimento rápido dos olhos’, em inglês), durante o qual sonhamos, é importante para trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais e para a criatividade e solução de problemas. O sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é o que consolida as memóriasContinuar lendo “Sono é desperdício?”

Bifurcações

A iraniana Maryam Mirzakhani tinha um sonho: queria ser romancista. Mudou de rumo e tornou-se professora de matemática em Stanford. Foi a primeira mulher da história a receber a medalha Fields.  Abandonar um sonho não é, necessariamente, um pesadelo; pode ser o melhor para nós. Emma Garber começou a dançar aos três anos. Sua ambiçãoContinuar lendo “Bifurcações”

“… somos muito menos do que somos”

Ronald David Laing (1927-1989), foi um psiquiatra e psicanalista escocês, preocupado com o tratamento disponibilizado às pessoas diagnosticadas como psicóticas: face a uma pessoa “o seu tratamento é a forma como eu a trato”. O paciente deveria ser tratado como uma pessoa. “O que pensamos é menos do que sabemos; o que sabemos é menosContinuar lendo ““… somos muito menos do que somos””

O racismo é cultural

Uma jovem atriz encontra um pastor alemão branco, perdido. Ele é dócil. A moça apaixona-se pelo cão. Há um problema: sempre que o cão encontra um negro pela frente, o seu ‘instinto’ é atacá-lo e matá-lo. Ele havia sido treinado para atacar negros desde a infância por um dono que lhe transmitiu esse ódio assassino.Continuar lendo “O racismo é cultural”

Melancolia e depressão

“… não é incomum encontrar certa confusão entre as características dos quadros depressivos e melancólicos, como se fossem a mesma coisa. Não são. As características ‘depressivas’ do melancólico (negativismo, falta de ânimo, falta de autoestima, fantasias autodestrutivas, distúrbios somáticos e outras tantas manifestações de dor psíquica) podem se parecer, empiricamente, com as dos depressivos. Mas,Continuar lendo “Melancolia e depressão”