Por que não?

Nosso centenário Edgar Morin procura nos alertar sobre o chamado processo de “racionalização”. Este processo gera uma espécie de desatenção seletiva, de normalização, de remoção, que são gerados “pela exigência integralmente humana de se defender das angústias provocadas pela incerteza, que impulsionam cada indivíduo a buscar ‘certezas’, ‘ordem’, ‘definitividade’, tudo que possa evitar os dolorososContinuar lendo “Por que não?”

A vida é preparação

“Para que cometer a loucura de chorar porque daqui a cem anos não viveremos, e por que não fazer o mesmo porque há cem anos não vivíamos?” Montaigne, com seu realismo. Para ele, “a contínua tarefa da nossa existência é levantar o edifício da morte”. Como Cícero, acreditava que filosofar nada mais é do queContinuar lendo “A vida é preparação”

Assimilar sem adulterar, por Huberto Rohden

Andavam os alquimistas medievais às voltas com elementos vários – para descobrir a fórmula secreta do ouro … Prodígio mais estupendo realiza-o a Natureza – vivificando substâncias mortas. O que hoje é ferro e fosfato, cálcio e carbono – amanhã é célula viva, verde folhagem, flor odorífera … E, com seres tantos e tão diversosContinuar lendo “Assimilar sem adulterar, por Huberto Rohden”

“Sê leal contigo mesmo”

Em Hamlet, Polônio é o primeiro-ministro da Dinamarca e conselheiro do rei; pai da infeliz Ofélia e de Laertes. Como político, é escorregadio, equilibrista e camaleônico, um pioneiro da PNL: fala o que o interlocutor quer ouvir, num esforço de rapport – o empático “profissional”. Há um momento em que Polônio vai chamar Hamlet paraContinuar lendo ““Sê leal contigo mesmo””

Trilhas e padrões

Numa palestra, Richard Feynman advertia: “… devemos olhar para as teorias que não funcionam e para a ciência que não é ciência. (…) É muito perigoso ter tal política de ensino – ensinar aos alunos apenas como obter certos resultados, em vez de como fazer um experimento com integridade científica.” Estereótipos são recursos de classificação.Continuar lendo “Trilhas e padrões”

Ilusão, alucinação e delírio

É difícil falar sobre distúrbios psicológicos sem tangenciar o quadro político em que nos metemos. Mas, tentemos. O ser humano é um bicho estranho, uns mais que outros. Apesar disso, alguns comportamentos e atitudes causam “estranheza” entre os supostamente “normais”, embora não haja perfeitos. Todos nós ocultamos determinados aspectos de nós mesmos, até para nósContinuar lendo “Ilusão, alucinação e delírio”

O que nos limita

Já havia lido dois livros de Steven Pressfield, os “Portões de Fogo”, sobre a batalha de Termópilas e, “Tempos de Guerra”, que conta a Guerra do Peloponeso. Imaginava-o, então, como historiador. Mas, o sujeito também é roteirista e, antes de se ver como escritor, foi redator publicitário, professor, motorista de trator, barman, trabalhador braçal emContinuar lendo “O que nos limita”

A busca da diferenciação

A psicologia nasceu, oficialmente, na década de 1870, com Wilhelm Wundt, na Alemanha. Ela se dedica ao estudo dos comportamentos, processos e mecanismos que afetam as ideias, os sentimentos e os pensamentos, basicamente. Entretanto, o que dela mais se divulga é seu enfoque nos comportamentos “anormais”, aqueles que se desviam da normalidade. O que éContinuar lendo “A busca da diferenciação”

“… como é fácil se deixar levar” (Morin)

“Entramos na era das grandes incertezas”, diz Morin – que no próximo 8 de julho completará insuficientes 100 anos – querendo nos lembrar que nós, e principalmente os governantes, estamos sem bússola. Aliás, as bússolas indicam: “mudemos de rumo”, há precipícios à frente! Essa pandemia poderia nos ensinar alguma coisas sobre a solidariedade, a inteligência,Continuar lendo ““… como é fácil se deixar levar” (Morin)”

Semiótica

“Todos os homens filosofam; e, como diz Aristóteles, devemos fazê-lo nem que seja para provar a futilidade da filosofia. Os que negligenciam a filosofia têm teorias metafísicas tanto quanto os outros – só que têm teorias grosseiras, falsas, e verborrágicas.” (Charles Peirce) Na argumentação de Peirce, a lógica é apenas um outro nome para semiótica,Continuar lendo “Semiótica”