Lohengrin

Falei, outro dia, sobre Sêmele, a mãe de Dioniso (https://balaiocaotico.com/2022/03/31/o-que-o-mito-de-dioniso-nos-diz-hoje/). Vimos que a curiosidade de Sêmele em saber se seu amante era realmente Zeus, terminou por fulminá-la. Falaremos, agora, sobre o mito de Lohengrin, que virou uma das mais lindas óperas de Wagner, peça que chegou perto do ideal wagneriano de “obra de arte total”.Continuar lendo “Lohengrin”

O que o mito de Telêmaco nos diz hoje?

Para Homero, um herói se distinguia por sua “excelência” (aretê, em grego, também significando adaptação), tanto no campo de batalha como no uso da palavra. Ulisses (Odisseu, em grego) é um desses heróis, a quem Homero lhe acrescenta a “astúcia”. Ele sabia que a esperança (quando muito desejada) é irmã gêmea da imprevidência, daí apostouContinuar lendo “O que o mito de Telêmaco nos diz hoje?”

O que o mito de Dioniso nos diz hoje?

A população mundial cresce sem freios, com a xenofobia entre seus efeitos. O estrangeiro é rejeitado, alegadamente por sua alteridade, além dos aspectos econômicos. O diferente é visto como um perigo ou, pelo menos, requer um esforço para adaptabilidade e convivência. As sociedades têm seus regramentos – reflexo e condicionamento dos costumes – que sãoContinuar lendo “O que o mito de Dioniso nos diz hoje?”

O que o mito de Perseu nos diz hoje?

Perseu é aquele que degolou a Medusa. Ok? Vamos situar essa aventura. O pai de Perseu (Acrísio, rei de Argos), assim como o pai de Édipo (Laio, rei de Tebas), foi avisado que seria assassinado por um descendente, no caso, um neto. Resolveu, então, manter como prisioneira sua linda filha, Dânae. Linda! Zeus notou isso.Continuar lendo “O que o mito de Perseu nos diz hoje?”

As mulheres e a usurpação de seu espaço

“Se as mulheres são melhores do que os homens não poderia dizer. Mas posso dizer que certamente não são piores.” Esta frase é atribuída a Golda Meir. No entanto, elas foram e ainda são discriminadas nos espaços político, econômico e cultural. Admiro a rebeldia dos que não se aceitam subjugar por conta de seu sexoContinuar lendo “As mulheres e a usurpação de seu espaço”

Criaremos máquinas mais inteligentes do que nós?

Algumas versões atribuem a Prometeu e a seu irmão, Epimeteu, a inadvertida criação do Homem. Prometeu, cujo nome significa algo como antevisão (“pro“, antes; “manthano“, aprender) era arguto e autoconfiante, mas não premeditava todas as consequências de seus atos. Aprontou uma com os deuses e, em represália, Zeus tirou o fogo dos humanos. Insubordinado, PrometeuContinuar lendo “Criaremos máquinas mais inteligentes do que nós?”

Um pouco da Teogonia

A Teogonia, a Genealogia dos Deuses, teria sido escrita por Hesíodo, nos séculos VIII e VII a.C. Talvez fosse contemporâneo de Homero, talvez primos … não se sabe. É mito, mas revela a necessidade de se conceber o humano com referência direta e indispensável ao divino. “Ciente de sua precariedade, de sua mortalidade, o homemContinuar lendo “Um pouco da Teogonia”

Fábulas de ama-de-leite

Assim Platão se referia aos mitos: fábulas. Mas, não há como separar quando o mito passou a ser história. Tróia era, até o século XIX, mitológica. Em 1871, Heinrich Schliemann encontrou os restos da cidade também denominada Ilion – de onde deriva o nome Ilíada. À pergunta “o que existia antes de existir alguma coisa”, osContinuar lendo “Fábulas de ama-de-leite”

Renart, o raposo

A fábula Renart, o raposo, é uma das mais originais da Idade Média, apesar de ser inspirada na de Esopo. É o típico enganador, malandro – figura universal. Uma alusão a Métis, a deusa da astúcia (também da prudência, saúde, virtudes e proteção). Métis, a que tentou engabelar Zeus e se deu mal – ZeusContinuar lendo “Renart, o raposo”