“Por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso”

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, Portugal, em 1919 e viveu até 2004. QUANDO (Sophia de Mello Breyner) Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta Continuará o jardim, o céu e o mar, E como hoje igualmente hão-de bailar As quatro estações à minha porta. Outros em Abril passarão no pomarContinuar lendo ““Por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso””

“Ninguém – Também?/ Então somos um par?”

Mais poesias. Algo que valha a pena, neste mundo sufocante. Algo inútil. Aquilo que antes de contrariar, possa expandir. Cercar-se de ares frescos, mesmo pútridos. Poesia como via João Cabral: “Isto não presta para nada, e no entanto está aqui a minha vida inteira.” Ou, como protestava Maria Tsvietáieva: “Não amo o mar; o marContinuar lendo ““Ninguém – Também?/ Então somos um par?””