O mito de um mundo melhor

A linguagem é mutante. Palavras podem perder seu significado original, etimológico, e ser postitzada, num deturpado processo de Scrum social. Assim ocorre com a palavra Mito. Virou até reverência política, ao vazio, ao nada, à negação, ao retrocesso, ao ódio, à deterioração. O social é o paroxismo da Complexidade, penso. Imaginem: bilhões de seres, cadaContinuar lendo “O mito de um mundo melhor”

O metaverso será nosso universo?

“Daquilo de que os outros não sabem sobre mim, disso eu vivo.” (Peter Handke) Estamos perdendo nossos segredos, nossa individualidade, nossas idiossincrasias. Viramos um caldo cultural, mas com pouca especificidade. Somos acompanhados e, monitorados. Sem percebermos, estamos nos entregando e nos deixando manipular. Que coisa! Que coisa nos tornamos! A transparência de nossos atos, preferências,Continuar lendo “O metaverso será nosso universo?”

“O discurso amoroso é hoje de extrema solidão”

Roland Barthes, semiólogo, morreu em 1980. Em 1977 escreveu “Fragmentos de um discurso amoroso”, no qual coleta marcos da experiência amorosa e faz uma análise fria e cínica. Um trecho: “Encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designaContinuar lendo ““O discurso amoroso é hoje de extrema solidão””