O menino de pés descalços (de Márcio Kazuo Teramoto)

Seus pés pareciam cascos como falava sua mãe, pele castigada pela recusa de usar calçados.Morando no interior, corria feliz de um lado para o outro.Os arranha-gatos, uma planta cheia de espinhos se dobrava diante dele, um ou outro pequeno arranhão apenas. Manteve seu costume até começar a frequentar a escola, e mesmo assim, após usarContinuar lendo “O menino de pés descalços (de Márcio Kazuo Teramoto)”

De vulgari eloquentia

A realidade é coisa delicada, de se pegar com as pontas dos dedos. Um gesto mais brutal, e pronto: o nada. A qualquer hora pode advir o fim. O mais terrível de todos os medos. Mas, felizmente, não é bem assim. Há uma saída – falar, falar muito. São as palavras que suportam o mundo,Continuar lendo “De vulgari eloquentia”