Paixão e razão

Sempre há quem confunda amor com paixão, embora sejam motivações e sensações muito diferentes. O amor é um sentimento puro e desprendido de desejo, de resultado e de interesses pessoais. O amor é altruísta, nada quer em troca; a paixão é egoísta, tudo precisa retornar para o desfrute do “amante”. A paixão é uma “exigência”Continuar lendo “Paixão e razão”

“Com Voltaire, a pena voa e ri” (Victor Hugo)

Voltaire foi o autor do Dicionário Filosófico, embora, para se proteger dos poderosos, fomentadores da superstição, do fanatismo, da extravagância e da tirania, assumiu a autoria dos verbetes menos controversos e os mais delicados, designou a autores já falecidos ou estrangeiros. Victor Hugo dizia que “com Voltaire, a pena voa e ri”. Sua verve tratavaContinuar lendo ““Com Voltaire, a pena voa e ri” (Victor Hugo)”

Líderes incultos

Nesses tempos, vale lembrar alguns escritos de Plutarco (46 a 120 d.C.). Por uns minutos, seguremos o cinismo cotidiano, principalmente quando ele se refere ao ‘líder inculto’. Líderes educados estariam primeiramente preocupados com o bem-estar de seus eleitores, mesmo à custa de seu poder ou segurança pessoal. Os incultos, por sua vez, vêm a ocupaçãoContinuar lendo “Líderes incultos”

Não há razão para ter razão em nada

(Paulo Henriques Britto) Não há razão pra ter razão em nada. Que precisão tem o amor de linhas retas se paralelas afinal são nada mais que a garantia do infinito desencontro? Olhai à vossa volta, ó assinantes de jornais, Ó vós que devorais com bom proveito as bulas abissais dos antiácidos, quantas volutas de paixãoContinuar lendo “Não há razão para ter razão em nada”