O ódio que nos alimenta

Não se odeia quando se está em dúvida. O ódio requer “certezas” absolutas. Em dúvida somos condescendentes, tolerantes. As certezas reduzem nossa humanidade pois criam uma sensação de proximidade com o “absoluto”. Entretanto, somos reles seres perdidos no tempo (desconhecemos nossas origens pré-natais e o futuro é incógnito) e muitas vezes no espaço, quando nãoContinuar lendo “O ódio que nos alimenta”

Palavras matam!

“Nós todos temos de lembrar que crimes de ódio são precedidos por discurso de ódio. Todos temos de lembrar que o genocídio dos Tutsis em Ruanda começou com discurso de ódio. O holocausto não começou com as câmaras de gás. Ele começou muito antes, com discurso de ódio. O que temos visto em Mianmar contraContinuar lendo “Palavras matam!”

“Não se pode odiar duvidando do ódio.” (Carolin Emcke)

“Afundo num lodo profundo, sem nada que me afirme; entro no mais fundo das águas, e a correnteza me arrastando … Esgoto-me de gritar, minha garganta queima, meus olhos se consomem esperando por meu Deus. Mais que os cabelos da minha cabeça são os que me odeiam sem motivo …” (Salmos 69: 3-5) O ódio,Continuar lendo ““Não se pode odiar duvidando do ódio.” (Carolin Emcke)”

O prazer do ódio

O ódio move, talvez tanto quanto a paixão. Como a paixão, sua materialização não sacia. Dia desses, li sobre uma mulher que largou sua vida e dedicou-se unicamente a buscar vingança, num relato de Drauzio Varella. Sua irmã de 15 anos foi estuprada e esfaqueada na região genital. A revolta a fez largar o emprego,Continuar lendo “O prazer do ódio”