Em que tempo nós vivemos?

Vivemos todos no presente? Não, sabemos. O presente não é onipresente. Por mais que o presente esteja a nosso redor, cobrando nossa atenção e fruição, nossa cabeça está entulhada de pensamentos, ora nostálgicos, ora tristes. Alegrias saudosas, remorsos ou perdas incrustados. Quando não é o passado a nos alugar, é o futuro a nos convocar.Continuar lendo “Em que tempo nós vivemos?”

Sobre o bem e o mal

“Do bem e do malTodos tem seu encanto: os santos e os corruptos.Não há coisa na vida inteiramente má.Tu dizes que a verdade produz frutos…Já viste as flores que a mentira dá?” (Mário Quintana) “O bem é um mal necessário. Se não existisse o bem, ou a ideia dele, não conheceríamos o mal, portanto oContinuar lendo “Sobre o bem e o mal”

O político Platão

Quando Platão se aproximava dos quarenta anos, ele visitou vários locais, entre os quais, a cidade-estado de língua grega de Siracusa, na ilha da Sicília. Em sua juventude, Platão havia considerado entrar na turbulenta política de Atenas, mas percebeu que suas reformas, pensadas para a constituição da cidade e nas práticas educacionais eram muito improváveisContinuar lendo “O político Platão”

Felicidade e ressentimento

Para Nietzsche, o ser humano declina. Seu grande medo é que o ressentimento se torne de tal forma contagioso e perigoso que consiga operar uma inversão dos valores. O ressentido exala vingança e impotência. Vivemos à busca da felicidade, mercadoria rara. Inexistente. Não existe a tal ‘felicidade’. Nem um ‘modelo de sucesso’ que a garanta.Continuar lendo “Felicidade e ressentimento”

Para o que serve o poeta?

“Se alguém, vendo Deus, compreende o que viu, não viu Deus.” (Pseudo-Dionísio) “A poesia talvez não diga nada. A rigor, não diz. O uso que faz das palavras não é paradizer o que as palavras dizem, mas o que elas não são capazes de dizer. Como a música,a poesia também não encontra palavras que aContinuar lendo “Para o que serve o poeta?”

O tempo

Jean-Marie Guyau era poeta e filósofo. Alguns o consideram o Nietzsche francês. Nietzsche e Bergson o tinham em alta conta. Ficou conhecido como “filósofo da vida”, pois nutria uma paixão profunda pela existência. Refletia sobre o “tempo”, mas esse lhe foi ingrato: morreu em 1888, aos 33 anos, da doença dos poetas. Abraçou o estoicismoContinuar lendo “O tempo”

“Basta arranharmos a superfície de um indivíduo adulto para encontrarmos uma criança” (M. Kets de Vries)

“No indivíduo, a insanidade é rara; contudo, em grupos e partidos, em nações e ao longo das mais diferentes épocas, ela é uma regra.” (Nietzsche) Manfred Kets de Vries trouxe a visão psicanalítica para o estudo das organizações, em especial para a ‘liderança’. A psicanálise aliada à psicologia evolutiva, à neuropsiquiatria e às teorias sistêmicaContinuar lendo ““Basta arranharmos a superfície de um indivíduo adulto para encontrarmos uma criança” (M. Kets de Vries)”

O poder que nos move

“O homem que tenta ser bom o tempo todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons”. Maquiavel, sendo maquiavélico. O poder tem seus encantos. Sentir-se poderoso é … embriagante. A ressaca se cura com mais poder. Mesmo os supostamente não empoderados têm suas esferas de poder, em âmbitos menores. AtéContinuar lendo “O poder que nos move”