Temos muito o que fazer, preparando nosso próximo erro

“Hoje, eu realmente não acredito em coisa nenhuma que possa acontecer no Brasil”: desabafo de Antonio Callado, uma semana antes de morrer. Um livro póstumo, com suas crônicas, foi intitulado “O país que não teve infância”. Amadurecemos? Os portugueses chegaram por aqui em 1500. Os ingleses começaram, de fato, a colonização do que viria aContinuar lendo “Temos muito o que fazer, preparando nosso próximo erro”

“Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam”

Nelson Rodrigues era um gênio, exclama Ronaldo Bôscoli (1928-1994) em suas memórias (“Eles e Eu”). Bôscoli era um típico playboy da zona sul carioca. Com o empobrecimento da família, precisou trabalhar. O que lhe pareceu palatável foi jornalismo esportivo: algum prazer no fazer. No Última Hora, conheceu Nelson Rodrigues. Um dia, Nelson se aproximou e,Continuar lendo ““Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam””

“Eu pedi, pedi, para a senhora me botar no mundo?”

O pernambucano Nelson Rodrigues morreu há 40 anos. Sua família mudou-se para o Rio quando tinha 4 anos de idade, por motivos políticos. Era odiado pela esquerda porque apoiava a ditadura militar; assumia-se como reacionário. Isso mudou quando seu filho, Nelsinho, foi preso e torturado, apesar de sua ‘amizade’ com os militares. Devia desconfiar, aContinuar lendo ““Eu pedi, pedi, para a senhora me botar no mundo?””

Fidelidade e política

Amigos queriam saber minha opinião sobre o “carão” que o rasputin, digo, o escritor Olavo de Carvalho, considerado guru bolsonarista, fez ao presidente e cercanias: “Quer levar um processo de prevaricação da minha parte? Se esse pessoal não consegue derrubar o seu governo, eu derrubo. Continue inativo, continue covarde e eu derrubo essa merda desse seuContinuar lendo “Fidelidade e política”