“teus braços foram feitos/ para abraçar horizontes” (poesias de Mia Couto)

IDADES No início, eu queria um instante. A flor. Depois, nem a eternidade me bastava. E desejava a vertigem do incêndio partilhado. O fruto. Agora, quero apenas o que havia antes de haver vida. A semente. DANOS E ENGANOS Aquele que acredita ter visto o mundo, não aprendeu a escutar-se no vento. Aquele que seContinuar lendo ““teus braços foram feitos/ para abraçar horizontes” (poesias de Mia Couto)”

‘Cozinhar não é serviço… Cozinhar é um modo de amar os outros’ – Mia Couto

A avó, a cidade e o semáforo Quando ouviu dizer que eu ia à cidade, Vovó Ndzima emitiu as maiores suspeitas: – E vai ficar em casa de quem? – Fico no hotel, avó. – Hotel? Mas é casa de quem? Explicar, como? Ainda assim, ensaiei: de ninguém, ora. A velha fermentou nova desconfiança: umaContinuar lendo “‘Cozinhar não é serviço… Cozinhar é um modo de amar os outros’ – Mia Couto”