Homofobia

Atendi Brigitte ao balcão. Ele estava há um tempo na calçada esperando que os outros clientes saíssem, no frigorífico onde eu trabalhava. Ele era o retrato da tristeza. Cabisbaixo, não olhava ninguém nos olhos. Ao andar, arrastava uma das pernas, resultado de um espancamento que seu irmão mais velho lhe aplicara, anos antes, quando seContinuar lendo “Homofobia”