Numa estação de Metro (poesia de Manuel António Pina)

A minha juventude passou e eu não estava lá. Pensava em outra coisa, olhava noutra direção. Os melhores anos da minha vida perdidos por distração! Rosalinda, a das róseas coxas, onde está? Belinda, Brunilda, Cremilda, quem serão? Provavelmente professoras de Alemão em colégios fora do tempo e do espa- ço! Hoje, antigamente, ele tê-las-ia amadoContinuar lendo “Numa estação de Metro (poesia de Manuel António Pina)”