“Aquelas meias-tintas tão necessárias aos melhores efeitos da pintura”

O cara, com menos de 19 anos, estreou no jornalismo. Uma das estreias mais precoces de nossa história literária. Em 1858, Machado de Assis escrevia uma série de artigos críticos sob o título “O passado, o presente e o futuro da literatura”! Quando eu tinha 19 anos já me metia a ler Hegel, era maçomContinuar lendo ““Aquelas meias-tintas tão necessárias aos melhores efeitos da pintura””

Inventividade

“Cunha Sales, inventor do Pantheon Ceroplástico, teve certamente a idéia de só gastar cera com bons defuntos; mas acaba de aprender que a podia gastar com piores.Não falo dos propriamente mortos, mas dos vivos, a quem quis ensinar história por meio de uma vista de pessoas históricas. Não podendo fazê-lo de graça, estabeleceu uma entrada,Continuar lendo “Inventividade”

Vacinas. A opinião de Machado de Assis

Crônica, 9 de dezembro de 1894 “Tudo tende à vacina. Depois da varíola, a raiva; depois da raiva, a difteria; não tarda a vez do cólera-morbo. O bacilo-vírgula, que nos está dando que fazer, passará em breve do terrível mal que é, a uma simples cultura científica, logo de amadores, até roçar pela banalidade. (…)Continuar lendo “Vacinas. A opinião de Machado de Assis”

Contente-se!

CÍRCULO VICIOSO (Machado de Assis) Bailando no ar, gemia inquieto vagalume: “Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!” Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme: “Pudesse eu copiar-te o transparente lume, Que, da grega coluna à gótica janela, Contemplou, suspirosa, a fronte amadaContinuar lendo “Contente-se!”