Bruno, o perturbador

Segundo Lucrécio, a filosofia está “destinada a libertar o homem do medo da morte e dos deuses”. Poucos levaram isso tão a sério como Giordano Bruno. Giordano Bruno não se contentava com pouco; não era parcimonioso quanto às ideias. Sua vida representava “uma rejeição ousada de todas as crenças católicas, baseadas na mera autoridade”, disse Hegel.Continuar lendo “Bruno, o perturbador”

A vida é preparação

“Para que cometer a loucura de chorar porque daqui a cem anos não viveremos, e por que não fazer o mesmo porque há cem anos não vivíamos?” Montaigne, com seu realismo. Para ele, “a contínua tarefa da nossa existência é levantar o edifício da morte”. Como Cícero, acreditava que filosofar nada mais é do queContinuar lendo “A vida é preparação”

Turbulências

“Quando átomos se movem para baixo através do vazio pelo seu próprio peso, desviam um pouco no espaço em um tempo completamente incerto e em lugares incertos, apenas o suficiente para que você pudesse dizer que seu movimento mudou. Mas se eles não tivessem o hábito de se desviar, todos eles cairiam direto através dasContinuar lendo “Turbulências”

“A obtenção do sucesso também é o começo de uma linda neurose.” (Freud)

Epicuro, criador da escola “hedonista”, era considerado, com desmedida fúria, inimigo da Santa Igreja, pela simples razão de que atribuía a infelicidade dos homens ao duplo medo, da morte e dos deuses. Ele, com sua doutrina, interveio para salvar a humanidade, e desafiar a religião, a fim de trazer aos homens a luz do conhecimentoContinuar lendo ““A obtenção do sucesso também é o começo de uma linda neurose.” (Freud)”

Epicuro e o medo da morte

Morrer faz parte. Mas não é uma ideia confortável para os que amam viver. Somos um evento fugaz na infinita história do Universo. Nossa existência, agradável para uns e incômoda para tantos, virará memória, que também se dissipará. O tempo apaga até amor eterno. Apesar disso, não há golpe maior na vida do que oContinuar lendo “Epicuro e o medo da morte”

A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte

Lucrécio, em De Rerum Natura, afirma que “Nada no corpo é concebido a fim de que possa ser usado. O que acidentalmente nasce é por causa de seu uso.” Qualquer biólogo evolucionista assinaria em baixo, embora Lucrécio tenha vivido entre 99 e 55 a.C. Esse pensamento contrariava a ideia vigente, aristotélica, de que “a naturezaContinuar lendo “A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte”