Ainda sobre a Independência

Em 1815 o Brasil foi elevado à condição de “Reino Unido a Portugal e Algarves”. Já comentei aqui as razões (https://balaiocaotico.com/2022/09/02/como-o-brasil-tornou-se-reino/) Mesmo entendidas as motivações, em Portugal a incredulidade e o desânimo inspiravam,de forma cada vez mais acentuada, um vago sentimento de orfandade política. Numa carta dos governadores do reino para o Rio de JaneiroContinuar lendo “Ainda sobre a Independência”

Sobre a Independência

O que hoje chamamos Brasil era, à época da chamada Independência, apenas um conjunto de colônias que “tinha tudo para dar errado: de cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. Era uma população pobre e carente de tudo. O medo de uma rebelião escrava pairava como um pesadelo sobre aContinuar lendo “Sobre a Independência”

“Punge-me sempre, cada vez mais a dúvida: o brasileiro é um povo em formação ou em dissolução?” (Capistrano de Abreu)

Capistrano de Abreu (1853-1927) era cearense e foi viver, às próprias custas, no Rio, aos 21 anos. Ao envelhecer, assistia a uma profunda crise dos valores e da linguagem pública. Comungava com José Bonifácio, que morrera em 1838, um amargor pela condução do país. Para Bonifácio, “no Brasil, o real vai além do possível.” “EsqueçaContinuar lendo ““Punge-me sempre, cada vez mais a dúvida: o brasileiro é um povo em formação ou em dissolução?” (Capistrano de Abreu)”

É difícil, mas tem jeito

José Bonifácio de Andrada e Silva é considerado o Patriarca da Independência. A princípio ele não queria a independência, mas a criação de um grande império luso-brasileiro, no qual o Brasil teria estatuto de igualdade com Portugal. Mas as Cortes de Lisboa tinham propósitos recolonizadores. Então, encorajou D. Pedro, inexperiente príncipe de 23 anos, aContinuar lendo “É difícil, mas tem jeito”