Por que acreditamos em profetas?

“Como explicar que uma vida frugal e sem haveres, consumida pela doença, um corpo delgado, frágil, rosto oval e moreno com olhos negros e brilhantes deem a impressão de serem percorridos pela própria Vida, de ter um poder idêntico à Vida?” (Gilles Deleuze, sobre Espinosa) Baruch de Espinosa teve a ousadia (ou inocência) dos purosContinuar lendo “Por que acreditamos em profetas?”

“Tudo o que existe, existe em Deus”

Espinosa era monista. Quer dizer, ao contrário de Descartes que via o mundo de forma dualista, ele entendia que só poderia haver uma substância e, que tudo deveria ser considerado como modificação dessa substância única – ou seja, de Deus. “Tudo o que existe, existe em Deus, e sem Deus nada pode existir nem serContinuar lendo ““Tudo o que existe, existe em Deus””