Nossas crenças

Acreditar numa possibilidade e transformá-la em “fato”, numa “verdade”, torna-nos reféns da mesma e pauta nossas atitudes. Tudo precisa ser feito de forma a vir confirmá-la. Darei dois exemplos. O primeiro é uma ficção. Imagine um lugarejo na fronteira de um império sem nome. Nele, um magistrado cumpre seus deveres cotidianos, esperando a aposentadoria próxima,Continuar lendo “Nossas crenças”

“Paranoia é a patologia dos regimes inseguros e, em especial, das ditaduras.” (Coetzee)

Óssip Mandelstam, quando criança, colecionava pregos. Uma premonição, talvez. Até que tomaram todos os seus pregos, colecionados com capricho, para encaixotarem o que quer que fosse. Ele foi um dos maiores poetas e escritores do período soviético. Não gostava de rememorar lembranças visuais (“Minha memória não é amorosa, mas hostil …”), só as sonoras, auditivasContinuar lendo ““Paranoia é a patologia dos regimes inseguros e, em especial, das ditaduras.” (Coetzee)”

Para os que estão passando do “Olá” para “Tchau”

“Que, então, isto é tudo o que significa estar vivo: estar preparado para morrer.” (J. M. Coetzee) Podemos morrer a qualquer momento, claro, mas essa consciência começa a ser um inquilino fixo de nossa mente, normalmente, a partir de certa faixa de idade, ou após uma doença grave. Essa sensação de “terra à vista” deveContinuar lendo “Para os que estão passando do “Olá” para “Tchau””