Canções de uma ilha (Ingeborg Bachmann)

“(…) Quando alguém vai embora, tem de jogar ao mar o chapéu com as conchas recolhidas ao longo do verão, e partir com os cabelos ao vento, tem de lançar ao mar a mesa posta para o seu amor, tem de derramar no mar o resto de vinho que ficou no copo, tem de darContinuar lendo “Canções de uma ilha (Ingeborg Bachmann)”

O tempo adiado (poema de Ingeborg Bachmann)

“Vêm aí dias piores. O tempo adiado até nova ordem surge no horizonte. Em breve deves amarrar os sapatos e espantar os cães para os charcos. Pois as vísceras dos peixes esfriaram no vento. A luz da anileira arde pobremente. Teu olhar pressente a penumbra: o tempo adiado até nova ordem desponta no horizonte. DoContinuar lendo “O tempo adiado (poema de Ingeborg Bachmann)”