Bruno, o perturbador

Segundo Lucrécio, a filosofia está “destinada a libertar o homem do medo da morte e dos deuses”. Poucos levaram isso tão a sério como Giordano Bruno. Giordano Bruno não se contentava com pouco; não era parcimonioso quanto às ideias. Sua vida representava “uma rejeição ousada de todas as crenças católicas, baseadas na mera autoridade”, disse Hegel.Continuar lendo “Bruno, o perturbador”

Sobre nossa pequenez

Os números não são precisos, mas de tão gigantescos tornam-se incompreensíveis. Somos aproximadamente 7.897.800.000 habitantes deste planeta. No ano (até hoje, 5 de outubro, segundo https://www.worldometers.info/pt/), nasceram novos 106.576.690 inquilinos e, 44.743.490 partiram. Individualmente, somos uma fração ínfima nesse conjunto: 0,0000000126%. Porém, quem nos convence de que não importamos? Olhando ao redor, sumimos: o chamadoContinuar lendo “Sobre nossa pequenez”

Os telescópios são as catedrais do nosso tempo?

“Ver um universo num grão de areia e um paraíso numa flor selvagem, segurar o infinito na palma da mão e a eternidade numa hora.” (William Blake) Algo infinito pode conter outra coisa infinita? Paradoxo? A sucessão dos números naturais 1, 2, 3,… nunca acaba; é infinita. Mas eles contêm dentro deles o conjunto dosContinuar lendo “Os telescópios são as catedrais do nosso tempo?”

“Agora vejo – este mundo é transitório.” (Karna, no Mahabharata)

Muitas pessoas realmente acreditam que seremos imortais nas próximas décadas:  nem precisaremos de um corpo ou de um cérebro para existir, já que nossas consciências “viverão” em redes de computadores. A tal “singularidade” está à porta. Há a criônica, o processo de preservar — em baixa temperatura — uma pessoa que não pode mais serContinuar lendo ““Agora vejo – este mundo é transitório.” (Karna, no Mahabharata)”