Obrigado!

Envelhecer não dói, ao contrário. É, para mim, uma fase fantástica! Talvez porque já tenha nascido velho. A vida sempre me exigiu atenção; distração não cabia. Não tive uma infância típica: precisei trabalhar desde os sete anos, ajudando meu pai numa feira livre. Brincar, nem pensar. Nunca joguei bola, por exemplo; não sei dar umContinuar lendo “Obrigado!”

Que futuro?

“Poucas coisas simbolizam o futuro tão poderosamente quanto as crianças – e agora, a incerteza do futuro está cobrando seu preço.  Nesta última semana, tive várias conversas com amigos de todo o mundo que estão lutando com a complexidade de orientar seus filhos em transições críticas em nosso contexto atual.  Seja de criança para criança,Continuar lendo “Que futuro?”

O menino de pés descalços (de Márcio Kazuo Teramoto)

Seus pés pareciam cascos como falava sua mãe, pele castigada pela recusa de usar calçados.Morando no interior, corria feliz de um lado para o outro.Os arranha-gatos, uma planta cheia de espinhos se dobrava diante dele, um ou outro pequeno arranhão apenas. Manteve seu costume até começar a frequentar a escola, e mesmo assim, após usarContinuar lendo “O menino de pés descalços (de Márcio Kazuo Teramoto)”

Negrinha, ou a dura lição da desigualdade

O amigo Honório Martins provocou-me: “terias coragem de publicar um texto ‘polêmico’ de Lobato?” Ora, claro. Lobato, embora controverso por algum viés conservador e ao mesmo tempo iconoclasta, foi um luminar nacional e visionário empreendedor. Os brasileiros merecem conhecê-lo, além do revolucionário Sítio do Picapau Amarelo. O conto Negrinha é um pungente retrato da discriminaçãoContinuar lendo “Negrinha, ou a dura lição da desigualdade”

Da inutilidade da infância (Rubem Alves)

O pai orgulhoso e sólido olha para o filho saudável e imagina o futuro. – Que é que você vai ser quando crescer?Pergunta inevitável, necessária, previdente, que ninguém questiona. – Ah! Quando eu crescer, acho que vou ser médico!A profissão não importa muito, desde que ela pertença ao rol dos rótulos respeitáveis que um paiContinuar lendo “Da inutilidade da infância (Rubem Alves)”