Insurgente por natureza

“Ao entrar no Recife, Não pensem que entro só. Entra comigo a gente que comigo baixou por essa velha estrada que vem do interior; entram comigo rios a quem o mar chamou, entra comigo a gente que com o mar sonhou, e também retirantes em quem só o suor não secou; e entra essa genteContinuar lendo “Insurgente por natureza”

Ainda sobre a Independência

Em 1815 o Brasil foi elevado à condição de “Reino Unido a Portugal e Algarves”. Já comentei aqui as razões (https://balaiocaotico.com/2022/09/02/como-o-brasil-tornou-se-reino/) Mesmo entendidas as motivações, em Portugal a incredulidade e o desânimo inspiravam,de forma cada vez mais acentuada, um vago sentimento de orfandade política. Numa carta dos governadores do reino para o Rio de JaneiroContinuar lendo “Ainda sobre a Independência”

Sobre a Independência

O que hoje chamamos Brasil era, à época da chamada Independência, apenas um conjunto de colônias que “tinha tudo para dar errado: de cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. Era uma população pobre e carente de tudo. O medo de uma rebelião escrava pairava como um pesadelo sobre aContinuar lendo “Sobre a Independência”

O estelionato do nosso futuro

Publiquei o texto abaixo em 17 de abril de 2021. Poucos leram, como é natural. Como o assunto permanece atual, resolvi republica-lo. Claro que a dinâmica geopolítica já agregou novos elementos – assim é a História. É um preparativo sobre um artigo que pretendo escrever sobre o bicentenário da nossa Independência. Sonhos são as maioresContinuar lendo “O estelionato do nosso futuro”

Independência ou moto!

O presidente, coitado, não pode governar. Para se governar é necessário o poder. Absoluto? Desta vez, a culpa é do STF. Não dá para defender cada um dos ministros, infelizmente; mas a instituição é inatacável: é um dos pilares do sistema democrático. Quem já trabalhou nalguma organização reconhece aquele que, malandramente, não entrega o esperadoContinuar lendo “Independência ou moto!”

É difícil, mas tem jeito

José Bonifácio de Andrada e Silva é considerado o Patriarca da Independência. A princípio ele não queria a independência, mas a criação de um grande império luso-brasileiro, no qual o Brasil teria estatuto de igualdade com Portugal. Mas as Cortes de Lisboa tinham propósitos recolonizadores. Então, encorajou D. Pedro, inexperiente príncipe de 23 anos, aContinuar lendo “É difícil, mas tem jeito”

O Brasil poderia ter sido um império colonialista

1822. O Brasil torna-se independente de Portugal. Comemora-se no dia 7 de setembro, dia do grito no Ipiranga, mas a data oficial seria 12 de outubro, quando se deu a elevação oficial do país à condição de Império e a aclamação de D. Pedro como seu primeiro imperador. Em seguida, membros da comunidade mercantil angolanaContinuar lendo “O Brasil poderia ter sido um império colonialista”