A coletânea da vida, por Enildo Luiz Gouveia

Quantos de nós já não fomos outros e outras? Lembro-me da disputa filosófica travada entre Heráclito e Parmênides, na Grécia Antiga. Heráclito, defensor do movimento constante, da guerra dos contrários, e Parmênides, defensor da permanência, da imutabilidade do ser. A grande questão era: algum fenômeno ou realidade pode ser a causa de si mesmo? OuContinuar lendo “A coletânea da vida, por Enildo Luiz Gouveia”

O rei está morrendo!

Há um rei, consciente de seu papel como rei. Moribundo, tenta segurar tudo nas mãos. Ele está no poder há séculos mas, não se apercebeu, o tempo passou e, inexoravelmente, terá que morrer. Quando nota que sua hora chegou, junto com a agonia, começa a perder todos os seus poderes. “Eu tentei acender a calefação,Continuar lendo “O rei está morrendo!”

“Nuvem tenebrosa”

O homem não é o centro do mundo; ele terminará por assimilar isso. A interdependência é o que rege a natureza – o homem é parte. Nada é durável; a impermanência dita o ritmo: não adianta apegar-se a ideias, coisas ou pessoas. A segurança está na adaptação. A vida flui e deve ser fruída. ElaContinuar lendo ““Nuvem tenebrosa””

“O inesperado só se manifesta quando esperado” (Heráclito)

Marcelo Gleiser, no seu livro “A ilha do conhecimento”, faz uma metáfora sobre o conhecimento humano. O mistério nos cerca, tanto o que não entendemos quanto pelo que não podemos entender. O humano é um ser arrogante, que só alarga sua ignorância. Podemos ser otimistas e considerar que “todos os começos são obscuros”, extrapolando asContinuar lendo ““O inesperado só se manifesta quando esperado” (Heráclito)”