Poesia concreta

Eugen Gomringer nasceu na Bolívia, mas possui nacionalidade suíça. Estudou economia e história da arte. Em 1953, publicou seu primeiro livro de poemas, considerado o marco inicial da “poesia concreta”. Esse rótulo (poesia concreta) surgiria em seguida, mas no mesmo ano, quando do lançamento do Manifesto de Poesia Concreta, do sueco-brasileiro Öyvind Fahlström. No Brasil,Continuar lendo “Poesia concreta”

O futuro como repetição

“… frequentemente os gregos parecem não ter acreditado muito em seus mitos políticos e eram os primeiros a rir deles quando os apresentavam em cerimônias”, comenta Paul Veyne. Porém, a procura da verdade é uma aquisição que a humanidade faz com extrema lentidão, lamentava Nietzsche, em 1873. Ferreira Gullar, sabia que “O mito é nadaContinuar lendo “O futuro como repetição”

“General, o homem é muito útil/ Ele sabe voar e sabe matar/ Mas tem um defeito: Ele sabe pensar” (Brecht)

NÃO HÁ VAGAS O preço do feijãonão cabe no poemaO preço do arroznão cabe no poema Não cabem no poema o gása luzo telefonea sonegaçãodo leiteda carnedo açúcardo pão O funcionário públiconão cabe no poemacom seu salário de fomesua vida fechadaem arquivos Como não cabe no poemao operárioque esmerila seu dia de açoe carvãonas oficinasContinuar lendo ““General, o homem é muito útil/ Ele sabe voar e sabe matar/ Mas tem um defeito: Ele sabe pensar” (Brecht)”

“Amanhã ainda não será outro dia”

O Brasil, contrariando os mandatários atuais, que nem perdem tempo em classificar a “poesia” (imaginem: se acham o temor à pandemia uma frescura!), tem duas datas comemorativas para os que acham que “para viajar basta existir“. A tradicional homenageia Castro Alves, que nasceu em 14 de março de 1847. Depois, oficializou-se o 31 de outubro,Continuar lendo ““Amanhã ainda não será outro dia””