108 anos após sua morte, a abolicionista negra Harriet Tubman poderá passar a ilustrar a nota de US$ 20

O retrato de Harriet Tubman (1822-1913) substituirá o de Andrew Jackson, o sétimo presidente americano (1829-1837), que estampa a nota de US$ 20 desde 1928. Andrew Jackson era escravagista e teve papel importante na remoção violenta de indígenas de territórios no sul do país. Trump é seu admirador. Obama tentou fazer esta mudança; não conseguiu.Continuar lendo “108 anos após sua morte, a abolicionista negra Harriet Tubman poderá passar a ilustrar a nota de US$ 20”

“… vós, que pretendeis recuar o progresso do país …”

Bárbara de Alencar, nascida em Exu, Pernambuco, participou ativamente da ação revolucionária de 1817 no Nordeste, que tentou varrer as forças do Império e antecipar fachos de iluminismo. Os bens da família foram confiscados e ela foi presa, aos 57, viúva, juntamente com os três filhos, José Martiniano (pai do escritor cearense José de Alencar),Continuar lendo ““… vós, que pretendeis recuar o progresso do país …””

“Um gesto bruto”

O H.M.S. Beagle zarpou do sul da Inglaterra, em 27 de dezembro de 1831, para uma expedição científica ao redor do mundo. Darwin tinha 22 anos e o capitão, Robert Fitzroy, 26. Em fevereiro de 1832, chegaram a Salvador, passando antes pelos arquipélagos de São Pedro e São Paulo e de Fernando de Noronha. Darwin encantou-seContinuar lendo ““Um gesto bruto””

A lei segue os costumes, raramente à ética

Leis acerca dos escravos (Êxodo 21; 1-11) “Eis as leis que lhes proporás: Quando comprares um escravo hebreu, seis anos ele servirá; mas no sétimo sairá livre, sem nada pagar. Se veio só, sozinho sairá; se era casado, com ele sairá a esposa. Se o seu senhor lhe der mulher, e esta der à luzContinuar lendo “A lei segue os costumes, raramente à ética”

A marca da escravidão

Renegar a escravidão no Brasil é o divertimento de parte da direita no país. Se ela ainda houvesse, legalmente, eles se sentiriam à vontade. Conquistas sociais não podem se limitar às ‘conquistas’; sua manutenção não é garantida. O exemplo vem da Fundação Cultural Palmares, que “tornou-se referência nacional e internacional na formulação e execução deContinuar lendo “A marca da escravidão”

É difícil, mas tem jeito

José Bonifácio de Andrada e Silva é considerado o Patriarca da Independência. A princípio ele não queria a independência, mas a criação de um grande império luso-brasileiro, no qual o Brasil teria estatuto de igualdade com Portugal. Mas as Cortes de Lisboa tinham propósitos recolonizadores. Então, encorajou D. Pedro, inexperiente príncipe de 23 anos, aContinuar lendo “É difícil, mas tem jeito”

Feminista, revolucionária, anti-escravagista, heroína e, crente na justiça humana

Marie Gouze nasceu em 1748 e foi decapitada em 1793, aos 45 anos. Era filha de um amor proibido entre Anne-Olympe, uma lavadeira, e um marquês. Aos 18 anos já era mãe e viúva. Casara-se, forçada, com um sujeito muito mais velho e abusivo, que a obrigava a manter relações sexuais. Após sua morte nuncaContinuar lendo “Feminista, revolucionária, anti-escravagista, heroína e, crente na justiça humana”

O Brasil poderia ter sido um império colonialista

1822. O Brasil torna-se independente de Portugal. Comemora-se no dia 7 de setembro, dia do grito no Ipiranga, mas a data oficial seria 12 de outubro, quando se deu a elevação oficial do país à condição de Império e a aclamação de D. Pedro como seu primeiro imperador. Em seguida, membros da comunidade mercantil angolanaContinuar lendo “O Brasil poderia ter sido um império colonialista”