Ciência e imaginação

A ciência precisa de imaginação. Faz sentido. Einstein, através de experimentos imaginados, associava a intuição à apreensão inteligível de um sistema de conceitos que escapam aos dados imediatos dos sentidos. Intuição intelectualizada, através de experimentos mentais que propiciariam a compreensão do incompreensível. Um “ato intuitivo” a serviço da inteligência. Ele sonhava com uma única teoriaContinuar lendo “Ciência e imaginação”

Sobre a estupidez humana

Esta expressão de Einstein é conhecida: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Ernest Renan a dizia dessa forma: “A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito.” Em 1976, Carlo Cipolla pensou em resumir essa capacidade humanaContinuar lendo “Sobre a estupidez humana”

Torço para que o espírito altivo, benigno, solidário prevaleça. Que possamos subir alguns degraus.

Em 1895, Gustave Le Bon publicou o clássico “Psicologia das Multidões”. Era médico, mas se interessava por psicologia, sociologia, antropologia e física. Seria, com licença da palavra, polímata. Há quem afirme que ele antecipou a teoria da relatividade de Einstein. Influenciou muitos políticos e pensadores, como Lenin, Hitler, Ortega y Gasset, Freud, Mussolini, Roosevelt, Churchill,Continuar lendo “Torço para que o espírito altivo, benigno, solidário prevaleça. Que possamos subir alguns degraus.”

Abismos científicos

Thomas Kuhn (1922-1996) dizia que quando surge um novo paradigma, substituindo um antigo, ocorre uma revolução científica. Num mesmo campo do saber, isto acontece de forma dialética: fase pré-paradigmática > ciência normal  > crise > revolução > nova ciência normal > nova crise > nova revolução > … Somos ‘contemporâneos’ de três revoluções científicas, em campos, por ora, distintos: Na primeira metade do século passado, a guiadaContinuar lendo “Abismos científicos”

Tábua de Esmeralda

“A coisa mais bonita que podemos experimentar é o misterioso. Ele é a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele para quem a emoção é uma estranha, que não consegue mais se maravilhar por um momento e se envolver com o fascínio, é como o morto; os seus olhos estão fechados.” (Einstein) A TábuaContinuar lendo “Tábua de Esmeralda”

Teologia natural

Teologia Natural é uma expressão cunhada por Adam Gifford, um estudioso de Espinoza. Deus teria nos concedido dois livros nos quais suas ações estariam registradas. Um seria a Bíblia e o outro, o Livro da Natureza. A Teologia Natural seria a leitura da mente de Deus conforme ela se expressa nas obras da natureza. DaContinuar lendo “Teologia natural”

Budismo e ciência

“A religião do futuro será cósmica, transcendendo a ideia de um Deus existindo em pessoa e nascida da experiência de todas as coisas, naturais e espirituais. Se existe uma religião que poderia estar de acordo com os imperativos da ciência moderna, é o budismo.” (Einstein) O budismo é uma filosofia, ou se quiser, uma religião não teísta,Continuar lendo “Budismo e ciência”

Consiliência

O físico e historiador Gerald Holton cunhou a expressão ENCANTAMENTO JÔNICO, que considera a unidade das ciências; uma convicção de que o mundo é ordenado e pode ser explicado por um pequeno número de leis naturais. Einstein tinha esse ‘encantamento’. A referência é aos chamados filósofos pré-socráticos que habitaram a Jônia, província grega na costaContinuar lendo “Consiliência”

O universo tende para o homem?

“Penso que a tarefa do século vindouro, perante a mais terrível ameaça já conhecida pela humanidade, vai ser a de reintegrar os deuses.” (André Malraux) Newton (1643-1727) acreditava que o universo seria uma imensa máquina composta por partículas materialmente inertes, submetidas a forças cegas. A partir de um pequeno conjunto de leis físicas, toda aContinuar lendo “O universo tende para o homem?”

Viajar, no tempo

Resolvi rever o filme Interestelar (2014), de Christopher Nolan, baseado nos trabalhos do físico teórico Kip Thorne. Num futuro próximo, após a humanidade avançar de forma não retroativa no projeto de deixar a Terra inabitável, a saída aparece como a ‘colonização’ de outros planetas. Como, aliás, como já alertava Ray Bradbury nas suas Crônicas Marcianas,Continuar lendo “Viajar, no tempo”