A ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo (Sagan)

Carl Sagan escreveu “O Mundo Assombrado pelos Demônios” em 1995. Foi seu penúltimo livro. Nele, nota-se uma preocupação com o negativismo científico, consequência do que chamava de analfabetismo científico. Para ele, a ciência era como uma vela no escuro. Citava Isaías: “Esperamos pela luz, mas contemplamos a escuridão”. Dedicou parte de sua vida à divulgaçãoContinuar lendo “A ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo (Sagan)”

Plantas, seu domínio

“Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora.” (Chico Buarque e Ruy Guerra) Celestino era um capitão de navio negreiro, experimentado em viagens entre o continente africano e o Brasil. Matar negros era um ofício. De uma vez, com sacos de cal despejados noContinuar lendo “Plantas, seu domínio”

O tempo

No início, era o caos. Já ouvimos isso. Embora pareça que estamos sempre no início, uma vez que o caos se alastra. Até o caos tem leis, apesar de se supor “imprevisível”. As leis da natureza eram assumidamente deterministas e reversíveis no tempo. Com a introdução do caos, a noção de lei da natureza passouContinuar lendo “O tempo”

Trazemos a maldade conosco?

O mal está no coração da pessoa? É inato, adquirido ou reativo? O ser humano é um “ser caído”, que carrega o pecado na sua origem? Temos, de fato, o “livre-arbítrio” e, se sim, ele nos chegou como galardão ou como punição? “Se o homem já é como um de nós, versado no bem eContinuar lendo “Trazemos a maldade conosco?”

Sobre nossa pequenez

Os números não são precisos, mas de tão gigantescos tornam-se incompreensíveis. Somos aproximadamente 7.897.800.000 habitantes deste planeta. No ano (até hoje, 5 de outubro, segundo https://www.worldometers.info/pt/), nasceram novos 106.576.690 inquilinos e, 44.743.490 partiram. Individualmente, somos uma fração ínfima nesse conjunto: 0,0000000126%. Porém, quem nos convence de que não importamos? Olhando ao redor, sumimos: o chamadoContinuar lendo “Sobre nossa pequenez”

O que gira como uma coisa só

A Constante de Hubble corresponde à taxa na qual o Universo está se expandindo; uma medida de quão rapidamente o espaço entre as galáxias está se distendendo.  Extrapolar o processo de expansão para trás implica que todas as galáxias que podemos observar se originaram juntas em algum ponto no passado – emergindo de um BigContinuar lendo “O que gira como uma coisa só”

“Ciência sem consciência é apenas ruína da alma”. (Rabelais)

“É preciso dividir o tempo entre política e equações. Mas nossas equações são muito mais importantes para mim porque a política é para o presente, enquanto nossas equações são para a eternidade.” (Einstein) Descartes dizia que a técnica é o controle das forças da natureza. Mas, se a ciência e a técnica nos permitem controlarContinuar lendo ““Ciência sem consciência é apenas ruína da alma”. (Rabelais)”

“Ser grande é ser incompreendido” (Emerson)

As ideias materialistas que nos regem são eternas? O que vemos é a realidade? A realidade é a verdade? “… o conhecimento das leis da natureza é ainda incompleto. Mas, quando uma vanguarda de sábios, avançando passo a passo nesse campo, ainda inexplorado, chegar a descobrir, um dia, algumas dessas leis, nós, então, acharemos muitoContinuar lendo ““Ser grande é ser incompreendido” (Emerson)”

Ciência e imaginação

A ciência precisa de imaginação. Faz sentido. Einstein, através de experimentos imaginados, associava a intuição à apreensão inteligível de um sistema de conceitos que escapam aos dados imediatos dos sentidos. Intuição intelectualizada, através de experimentos mentais que propiciariam a compreensão do incompreensível. Um “ato intuitivo” a serviço da inteligência. Ele sonhava com uma única teoriaContinuar lendo “Ciência e imaginação”

Sobre a estupidez humana

Esta expressão de Einstein é conhecida: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. Ernest Renan a dizia dessa forma: “A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito.” Em 1976, Carlo Cipolla pensou em resumir essa capacidade humanaContinuar lendo “Sobre a estupidez humana”