Por que não?

Nosso centenário Edgar Morin procura nos alertar sobre o chamado processo de “racionalização”. Este processo gera uma espécie de desatenção seletiva, de normalização, de remoção, que são gerados “pela exigência integralmente humana de se defender das angústias provocadas pela incerteza, que impulsionam cada indivíduo a buscar ‘certezas’, ‘ordem’, ‘definitividade’, tudo que possa evitar os dolorososContinuar lendo “Por que não?”

“Crer em Deus é tomar os seus desejos pela realidade”

Farei três textos abordando a fé. Num, darei voz a um ateu, André Comte-Sponville; depois, um fervoroso cristão, Pascal; e, finalmente, um que procurou manter-se equidistante, Montaigne. Pronto, desagradarei a todos. Comecemos pelo ateu, Comte-Sponville. Ele é um filósofo materialista, mas não hedonista. Um argumento usual pelos ateus é que “a fé não dá respostas,Continuar lendo ““Crer em Deus é tomar os seus desejos pela realidade””

Trilhas e padrões

Numa palestra, Richard Feynman advertia: “… devemos olhar para as teorias que não funcionam e para a ciência que não é ciência. (…) É muito perigoso ter tal política de ensino – ensinar aos alunos apenas como obter certos resultados, em vez de como fazer um experimento com integridade científica.” Estereótipos são recursos de classificação.Continuar lendo “Trilhas e padrões”