A curiosidade como princípio

Quase toda criança é curiosa. Nós, adultos, nos empenhamos em tirar dela essa alegria da descoberta. Procuramos lhe entregar tudo pronto, definido: isso pode, aquilo não! Isso é bom, o outro nem tanto. A escola é o principal agente da uniformização do conhecimento. Age, ainda, impondo limites. Principalmente comportamentais. Educação para vencer – os outrosContinuar lendo “A curiosidade como princípio”

Educação do atraso

Educação não é prioridade por aqui. Neste governo tivemos um ministro que durou três meses, o Breve; depois, um que imaginava que assumira o ministério da Propaganda, e agora um terceiro – acho que chama-se Ribeiro, abaixo. “A crise da Educação no Brasil não é uma crise; é um projeto“, constatava outro Ribeiro, o Darcy.Continuar lendo “Educação do atraso”

A decisão de assumir riscos

“Israel desenvolveu uma criatividade proporcional não ao tamanho físico do país, mas aos perigos que ele enfrenta”, disse Shimon Peres, presidente entre 2007 e 2014. Um país do tamanho do nosso menor estado, com solo estéril, pouca água e cercado de hostilidades. O único recurso “natural” é sua população. Um povo que tem uma históriaContinuar lendo “A decisão de assumir riscos”

Sonhos são as maiores riquezas

“O comandante de um exército poderoso pode ser capturado. A aspiração de um homem comum, jamais.” (Confúcio) A primeira das treze colônias que deram início aos EUA, a Virgínia, só foi fundada em 1607. O Brasil já era centenário. 169 anos depois, os EUA já eram independentes; no Brasil, a demora foi de 322 anosContinuar lendo “Sonhos são as maiores riquezas”

Educar para o quê?

Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) foi um pedagogo suíço, de formação protestante, mas que se considerava um cristão, sem defender uma religião específica. Viveu numa época na qual o capitalismo se consolidava, juntamente com os ideais de liberdade e igualdade – principalmente para a ascendente sociedade burguesa liberal. A tal da fraternidade nunca foi forte. AContinuar lendo “Educar para o quê?”

República digital

A Estônia tem uma área um pouco superior à do estado do Rio de Janeiro e uma população próxima à de Porto Alegre. Foram independentes entre 1918 e 1940. Após a II Guerra, passaram a ser um dos satélites da URSS. Voltaram a ser independentes em 1992. A matéria abaixo fala do empenho dos estonianosContinuar lendo “República digital”

Um balanço do governo

O ‘plano’ de governo do presidente Jair Bolsonaro foi anunciado como autoritário, conservador, paladino no combate a corrupção e seus agentes (identificados como “a velha política”), foco na segurança pública, ultraneoliberal e pró-Estados Unidos. Na economia, o plano era personificado no Paulo Guedes, que tinha um programa audacioso: o “Projeto Fênix”, lembram? De todos osContinuar lendo “Um balanço do governo”

Sobre a China

“Em 1949, somente o socialismo poderia salvar a China; em 1979, somente o capitalismo poderia salvar a China; em 1989, somente a China poderia salvar o socialismo; em 2009, somente a China poderia salvar o capitalismo …” (Dito popular na China) Nós, brasileiros, conhecemos pouco sobre a China. Também sobre nós mesmos, mas falemos daContinuar lendo “Sobre a China”

“Nós não temos dinheiro, então nós temos que pensar” (Ernest Rutherford)

Ernest Rutherford era físico, mas ganhou o Nobel de Química em 1908 e, depois, idealizou o “modelo atômico” com um núcleo positivo e elétrons orbitando. Proferiu a frase acima quando do recebimento do Nobel. Como sempre, a importância da ciência e, por conseguinte, da educação, não é óbvia para a maioria da população e dosContinuar lendo ““Nós não temos dinheiro, então nós temos que pensar” (Ernest Rutherford)”

Professor: o antecipador, o planejador e o criador da nova e maior ordem da vida humana

Como disse, em post anterior, H. G. Wells escreveu sobre Frederick William Sanderson, um reformador da educação na Inglaterra: “Tomamos, muito apropriadamente, as precauções máximas para excluir homens e mulheres de caráter imoral não apenas do ensino real, mas também de qualquer exercício de autoridade educacional. Mas ninguém jamais faz a menor objeção às influênciasContinuar lendo “Professor: o antecipador, o planejador e o criador da nova e maior ordem da vida humana”