Sobre educação e fome. Sobre o quê?

Em 1954, Roger Cousinet (1881-1973) falava: “A educação não pode mais ser uma ação exercida por um professor sobre os alunos, ação que se revelou ilusória; ela é, na realidade, uma atividade por meio da qual a criança trabalha seu próprio desenvolvimento, colocada em condições favoráveis e com o auxílio de um educador que éContinuar lendo “Sobre educação e fome. Sobre o quê?”

Formação de subalternos

Somos dependentes de “educadores”; sem estes, estamos condenados à ignorância! Parece indiscutível que carecemos de educação, mas, necessariamente de “explicadores”? A educação depende sempre de um terceiro, um mestre, que nos abrirá os olhos para a realidade e aprendizagem? Sem isso não há progresso intelectual? Paulo Freire, entre nós, defendia a Educação como um atoContinuar lendo “Formação de subalternos”

Educação política

Há vários Projetos de Lei em proposição no Congresso tentando restaurar o ensino da Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil no currículo escolar. Alguns procuram reforçar a importância da unidade familiar na constituição e solidez de uma sociedade saudável. Outros, com viés do “bem”, defendem o tripé “Pátria, Família eContinuar lendo “Educação política”

“Todas as crenças organizadas baseiam-se na separação, ainda que preguem a fraternidade”

Krishnamurti acreditava no ser humano, individualmente; para ele, os males decorrem dos processos de organização social, dos seus coletivos. “Pode-se ter esperança nos homens, mas não na sociedade nem em sistemas religiosos organizados: só em vós e em mim.” Sobre a verdade, dizia que ela não é o que está nos livros; ela decorre doContinuar lendo ““Todas as crenças organizadas baseiam-se na separação, ainda que preguem a fraternidade””

A educação não é tudo; sem ela, porém, não se funda um futuro

A educação não garante, por si, um futuro promissor, equitativo e aspiracional. Entretanto, uma comunidade sem educação condena-se à dependência, escraviza-se aos detentores do saber, internos e externos. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, resumia Paulo Freire. Educação, frisemos, não é mera reprodução de um conhecimento padronizado,Continuar lendo “A educação não é tudo; sem ela, porém, não se funda um futuro”

Paulo Freire, patrono

O pernambucano Paulo Freire faria cem anos hoje. Os políticos no poder atualmente acham que seu trabalho é perigoso, como aliás vêem toda educação. E, de fato, a proposta de Freire era transformadora (quase escrevi ‘revolucionária’). Ele é o “patrono da educação brasileira”; recebeu 35 títulos de Doutor Honoris Causa, concedidos por universidades européias eContinuar lendo “Paulo Freire, patrono”

Trilhas e padrões

Numa palestra, Richard Feynman advertia: “… devemos olhar para as teorias que não funcionam e para a ciência que não é ciência. (…) É muito perigoso ter tal política de ensino – ensinar aos alunos apenas como obter certos resultados, em vez de como fazer um experimento com integridade científica.” Estereótipos são recursos de classificação.Continuar lendo “Trilhas e padrões”

A curiosidade como princípio

Quase toda criança é curiosa. Nós, adultos, nos empenhamos em tirar dela essa alegria da descoberta. Procuramos lhe entregar tudo pronto, definido: isso pode, aquilo não! Isso é bom, o outro nem tanto. A escola é o principal agente da uniformização do conhecimento. Age, ainda, impondo limites. Principalmente comportamentais. Educação para vencer – os outrosContinuar lendo “A curiosidade como princípio”

Educação do atraso

Educação não é prioridade por aqui. Neste governo tivemos um ministro que durou três meses, o Breve; depois, um que imaginava que assumira o ministério da Propaganda, e agora um terceiro – acho que chama-se Ribeiro, abaixo. “A crise da Educação no Brasil não é uma crise; é um projeto“, constatava outro Ribeiro, o Darcy.Continuar lendo “Educação do atraso”

A decisão de assumir riscos

“Israel desenvolveu uma criatividade proporcional não ao tamanho físico do país, mas aos perigos que ele enfrenta”, disse Shimon Peres, presidente entre 2007 e 2014. Um país do tamanho do nosso menor estado, com solo estéril, pouca água e cercado de hostilidades. O único recurso “natural” é sua população. Um povo que tem uma históriaContinuar lendo “A decisão de assumir riscos”