Obviedades

A democracia não é garantia de baixa desigualdade. Depende da força de seus atores. Ela é facilmente e comumente dominada pelos poderosos, políticos e seus financiadores. Temos uma democracia dos 1%, para os 1% e pelos 1%. Da mesma forma, também os regimes autoritários – mesmo os de fachada socialista. Óbvio. Na democracia, pelo menos,Continuar lendo “Obviedades”

O Brasil que pouco se vê

O Brasil não é fácil de se entender. Para mim, pelo menos. O Brasil produzirá 260 milhões de toneladas de grãos nesta safra e se ufana de garantir a segurança alimentar de um sexto da população mundial, conforme falou o presidente na ONU em setembro do ano passado: “No Brasil, apesar da crise mundial, aContinuar lendo “O Brasil que pouco se vê”

Males nacionais

Nosso país tem algumas chagas que nos arrastam para a pobreza eterna. São históricas, talvez já atávicas. Sinceramente, há um certo enfado. patrimonialismo: o patrimonialismo não é um mal em decadência; a apropriação do público pelo privado tende a aumentar. Por que o Centrão, por exemplo, gosta de Estatais e cargos públicos? patronato ou coronelismoContinuar lendo “Males nacionais”

A economia e suas linhas emaranhadas

Há os que vêem a vida como uma sucessão de eventos determinísticos, isto é, uma série de efeitos gerados por causas específicas. Esta ideia, originada na física clássica, newtoniana, sugere que podemos entender o mundo a partir das leis que regem cada sistema. Conhecendo-se tais leis, expressas em equações, seria possível ‘prever’ (projetar) o estadoContinuar lendo “A economia e suas linhas emaranhadas”

“A cidade não para, a cidade só cresce. O de cima sobe e o de baixo desce”

A cidade (Chico Science) Oi minha amada veja o que eu vou lhe contarNão se preocupe que eu não vou lhe perturbarEu tenho pena de ver o seu sofrerAí meu canto e vamos nós juntinho viverEu tenho pena de ver o seu sofrerBoa noite pra quem chegouBoa noite pra quem ‘tá chegado O sol nasceContinuar lendo ““A cidade não para, a cidade só cresce. O de cima sobe e o de baixo desce””

“We’ve read enough books.” (Jared Kushner, genro de Trump)

Bruno Latour, filósofo, sociólogo e antropólogo francês, vem procurando alertar sobre a “Nova História”, que se iniciou quando se supôs o “fim da história”. Essa nova história se apoia na “desregulamentação”, nas porteiras abertas para a globalização, ou seja, o domínio das grandes corporações – através de governos populistas títeres -, tendo como imediata consequênciaContinuar lendo ““We’ve read enough books.” (Jared Kushner, genro de Trump)”

E o emprego?

Dani Rodrik e Stefanie Stantcheva comentam o cenário atual do emprego e sua relevância nessa nova realidade que se impõe aceleradamente. Eles referem-se, ainda, a “bons empregos” com viés nostálgico: “… a falta de “bons empregos” acarreta altos custos sociais e políticos: famílias desfeitas, abuso de substâncias ilícitas e crimes, além de uma confiança cadaContinuar lendo “E o emprego?”

A Revolução

Aprendemos que, num dia qualquer, 14 de julho de 1789, muitosacordaram mal-humorados, saíram às ruas e, tomaram a Bastilha.Não foi só isso, sabemos. Esse pode ter sido o gatilho, umademonstração do ‘juntos, podemos’.Toda uma situação fora criada, calmamente, ao longo de séculos.No final do século XVIII, a França colecionava crises: uma econômica,entre as instituições, nosContinuar lendo “A Revolução”