Independência ou moto!

O presidente, coitado, não pode governar. Para se governar é necessário o poder. Absoluto? Desta vez, a culpa é do STF. Não dá para defender cada um dos ministros, infelizmente; mas a instituição é inatacável: é um dos pilares do sistema democrático. Quem já trabalhou nalguma organização reconhece aquele que, malandramente, não entrega o esperadoContinuar lendo “Independência ou moto!”

A estupidez como guia

“As massas nunca tiveram sede da verdade. Elas se afastam de evidências que não são do seu gosto, preferindo deificar o erro, se o erro os seduzir. Quem quer que possa lhes fornecer ilusões é facilmente seu senhor; quem tenta destruir suas ilusões é sempre sua vítima.” (Gustave Le Bon, 1841-1931) Le Bon estudou asContinuar lendo “A estupidez como guia”

As baixezas humanas guiam os políticos

“O homem especula por baixo sobre seu semelhante. Aquele que se intitula político realista só tem por reais as baixezas humanas, única coisa que considera confiável: ele não trabalha com a persuasão, apenas com a força e a dissimulação.” (Robert Musil) Queremos acreditar que os políticos são servidores públicos, que são funcionários da nação. NãoContinuar lendo “As baixezas humanas guiam os políticos”

Incendiário

Savonarola quis incendiar Florença; morreu na fogueira. Cheio de ‘boas’ intenções, radicalizou o desapego às coisas materiais: queimou muitas obras de arte e tudo que considerasse produtos da vaidade humana, luxo desnecessário ou de natureza imoral ia para o fogo. Eram as “fogueiras da vaidade”. Com seu discurso “flamejante”, tinha então apoio popular. O povoContinuar lendo “Incendiário”

O império das leis é suficiente?

Em 1984, Norberto Bobbio publicou “O futuro da democracia – uma defesa das regras do jogo”. Bobbio era um pensador preocupado com a sobrevivência da democracia e com suas contradições. Defendia a manutenção das regras do jogo: o respeito às normas e às instituições da democracia é o primeiro e mais importante passo para aContinuar lendo “O império das leis é suficiente?”

A fissura da nossa democracia

“… O sono da vontade de dormir, O sono de ser sono. Mas é mais, mais de dentro, mais de cima: É o sono da soma de todas as desilusões, É o sono da síntese de todas as desesperanças …” (Álvaro de Campos) 2021. Os muros da iniciante democracia foram testados ultimamente; têm resistido, masContinuar lendo “A fissura da nossa democracia”

“Contar cada voto é o cerne da democracia”, (Mitt Romney, senador republicano)

 “Se você contar os votos legais, eu ganho facilmente”, disse o presidente Trump. Os ilegais são, por uma questão de lógica, os que não o elegem. Por isso, ele está questionando a votação apenas nos Estados nos quais perdeu ou pode perder. É patético! Alexander Hamilton ressaltava, em 1787 (ano da promulgação da Constituição americana),Continuar lendo ““Contar cada voto é o cerne da democracia”, (Mitt Romney, senador republicano)”

Verissimo e o social

Erico Verissimo foi, nos anos 50, diretor do Departamento de Assuntos Culturais da OEA. Seus discursos mostram da sua independência e insubmissão a correntes políticas. Criticava os que rotulavam como comunistas qualquer um que defendesse igualdade social. Segundo ele, “não só atrás da Cortina de Ferro, mas nos países democráticos, intelectuais são encarados com desconfiançaContinuar lendo “Verissimo e o social”

Sinto vergonha de mim (Ruy Barbosa)

“Sinto vergonha de mimpor ter sido educador de parte desse povo,por ter batalhado sempre pela justiça,por compactuar com a honestidade,por primar pela verdadee por ver este povo já chamado varonilenveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mimpor ter feito parte de uma eraque lutou pela democracia,pela liberdade de sere ter que entregar aos meusContinuar lendo “Sinto vergonha de mim (Ruy Barbosa)”

“Quando olhamos para dentro, nossa visão de fora se altera” (Joseph Pearce)

Participei ontem, 01 de julho, de uma conversa com meus amigos Adalmir Sampaio Gomes e Avelino Balbino. Fui muito prejudicado pela qualidade da internet, com várias quedas e atrasos no som e na imagem – padrão brasileiro. Falamos sobre tendências para os próximos anos. Pretensioso, mas necessário. Pensar sobre o futuro não nos obriga aContinuar lendo ““Quando olhamos para dentro, nossa visão de fora se altera” (Joseph Pearce)”