Complexidade

“Não basta unir o saber (a ciência) à alma (à consciência); é preciso incorporá-la àquele; não basta regá-lo, é indispensável com ela tingi-lo.” (Montaigne) Em 1982, Edgar Morin publicou “Ciência com consciência”, que deu origem ao Paradigma da Complexidade, já exposto nos primeiros volumes de “O Método”. Defendia, já então, o desenvolvimento de uma ciênciaContinuar lendo “Complexidade”

Tenho que decidir?

Há quem pague para que decidam por si. Aliás, pagamos todos altos impostos, para que nossos “representantes” nos representem, isto é, decidam por nós aquilo que é de seus interesses. É, pensar não é fácil; por isso desenvolvemos hábitos. Os marqueteiros, os criadores de hype, os influenciadores, desinteressadamente, nos ajudam a escolher o pré-escolhido. ConheçoContinuar lendo “Tenho que decidir?”

A complexidade cultural do mundo

Geert Hofstede (1928-2020) se dedicou, há cerca de 30 anos, a compreender as complexidades culturais do nosso pequeno mundo.  Ele classificou e mediu as manifestações culturais em cinco dimensões: Distância ao poder, Individualismo versus coletivismo, Masculinidade versus feminilidade, Aversão a incerteza, Orientação a longo prazo versus a curto prazo.  A  dimensão “Distância ao poder”, por exemplo, medeContinuar lendo “A complexidade cultural do mundo”

O cérebro pode chegar a uma explicação sobre si mesmo?

A ciência não tem verdades absolutas nem permanentes. Todas as teorias são provisórias. Acho que os cientistas já concordam com isso. A impermanência é a constante. A ciência parece ser vítima de seus sucessos e de suas limitações. Thomas Kuhn argumentava que as teorias científicas modernas não são mais verdadeiras do que as teorias queContinuar lendo “O cérebro pode chegar a uma explicação sobre si mesmo?”

Gerenciar pessoas

Gerenciar é converter complexidade e especialização em desempenho, diz Joan Magretta. Este exercício não é fácil, nem para qualquer um. Requer, além de habilidades técnicas e emocionais, o preparo mental para lidar com incertezas e entender o papel da complementariedade no contexto organizacional. Não se trata, como muitos pensam, de apenas encaixar adequadamente competências especializadas,Continuar lendo “Gerenciar pessoas”

Subtrair o óbvio e acrescentar o significativo

“A vida não tem significado. Cada um de nós tem seu significado e o traz para a vida. É uma perda de tempo fazer perguntas quando você é a resposta.” (Joseph Campbell) No mais recente livro de Humberto Mariotti e Cristina Zauhy (“Longe do equilíbrio – A exclusão do humano e suas consequências”), que recomendo,Continuar lendo “Subtrair o óbvio e acrescentar o significativo”

Legibilidade

James C. Scott, em seu livro Seeing like a State, apresenta o conceito de “Legibilidade“: “Centenas de anos atrás, as florestas serviam para muitas coisas – eram locais onde as pessoas colhiam madeira, mas também onde os habitantes locais procuravam alimentos e caçavam, bem como um ecossistema para animais e plantas. De acordo com aContinuar lendo “Legibilidade”

“aquilo que é tecido em conjunto”

“O Espírito do Vale nunca morreIsso se chama Orifício Misterioso A porta do Orifício Misterioso é a raiz do céu e da terra Seja suave e constante Usufruindo sem se apressar” (Tao Te Ching, capítulo 6) (“Espírito do Vale” representa a consciência do Vazio; “Orifício Misterioso” é o espaço onde o universo se cria eContinuar lendo ““aquilo que é tecido em conjunto””

Complexidade e Pensamento Sistêmico

“Nenhum homem é uma ilha; qualquer homem é uma parte do todo. A morte de qualquer homem me diminui, porque faço parte da humanidade; assim, nunca procures saber por quem dobram os sinos: eles dobram por ti.” (John Donne, 1572-1631) A complexidade “corresponde à multiplicidade, ao entrelaçamento e à contínua interação da infinidade de sistemasContinuar lendo “Complexidade e Pensamento Sistêmico”

Desmoronamento

Somos os senhores do planeta. Mas, existiria um limite que nós, humanos, podemos administrar, pergunta David Christian. Tudo que é complexo é frágil; é super relacionado, interdependente, queira-se ou não. “O destino de todas as espécies capazes de aprender coletivamente será talvez o de atingir um muro de complexidade, a partir do qual suas sociedadesContinuar lendo “Desmoronamento”