A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?

A partir dos anos 1840, Charles Baudelaire identificava o que viria a ser reconhecido como Modernismo, ao destacar a atividade de Constantin Guys, como jornalista e ilustrador. Nascia a ideia de que a modernidade seria a reunião do eterno e do transitório, revelando um interesse especial na moda e sua relação com a beleza, comContinuar lendo “A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?”

A história é renitente

Em 1989, o historiador neoliberal Francis Fukuyama se empolgou com a concomitante derrocada de regimes totalitários, de esquerda e direita, e escreveu sobre o fim da história. Em 1992 saiu o livro (O Fim da História e o Último Homem), sucesso de crítica (favoráveis e destruidoras). Ele se apoiou nas ideias de Hegel (e depois,Continuar lendo “A história é renitente”

O mito de um mundo melhor

A linguagem é mutante. Palavras podem perder seu significado original, etimológico, e ser postitzada, num deturpado processo de Scrum social. Assim ocorre com a palavra Mito. Virou até reverência política, ao vazio, ao nada, à negação, ao retrocesso, ao ódio, à deterioração. O social é o paroxismo da Complexidade, penso. Imaginem: bilhões de seres, cadaContinuar lendo “O mito de um mundo melhor”

Complexidade

“Não basta unir o saber (a ciência) à alma (à consciência); é preciso incorporá-la àquele; não basta regá-lo, é indispensável com ela tingi-lo.” (Montaigne) Em 1982, Edgar Morin publicou “Ciência com consciência”, que deu origem ao Paradigma da Complexidade, já exposto nos primeiros volumes de “O Método”. Defendia, já então, o desenvolvimento de uma ciênciaContinuar lendo “Complexidade”

Tenho que decidir?

Há quem pague para que decidam por si. Aliás, pagamos todos altos impostos, para que nossos “representantes” nos representem, isto é, decidam por nós aquilo que é de seus interesses. É, pensar não é fácil; por isso desenvolvemos hábitos. Os marqueteiros, os criadores de hype, os influenciadores, desinteressadamente, nos ajudam a escolher o pré-escolhido. ConheçoContinuar lendo “Tenho que decidir?”

A complexidade cultural do mundo

Geert Hofstede (1928-2020) se dedicou, há cerca de 30 anos, a compreender as complexidades culturais do nosso pequeno mundo.  Ele classificou e mediu as manifestações culturais em cinco dimensões: Distância ao poder, Individualismo versus coletivismo, Masculinidade versus feminilidade, Aversão a incerteza, Orientação a longo prazo versus a curto prazo.  A  dimensão “Distância ao poder”, por exemplo, medeContinuar lendo “A complexidade cultural do mundo”

O cérebro pode chegar a uma explicação sobre si mesmo?

A ciência não tem verdades absolutas nem permanentes. Todas as teorias são provisórias. Acho que os cientistas já concordam com isso. A impermanência é a constante. A ciência parece ser vítima de seus sucessos e de suas limitações. Thomas Kuhn argumentava que as teorias científicas modernas não são mais verdadeiras do que as teorias queContinuar lendo “O cérebro pode chegar a uma explicação sobre si mesmo?”

Gerenciar pessoas

Gerenciar é converter complexidade e especialização em desempenho, diz Joan Magretta. Este exercício não é fácil, nem para qualquer um. Requer, além de habilidades técnicas e emocionais, o preparo mental para lidar com incertezas e entender o papel da complementariedade no contexto organizacional. Não se trata, como muitos pensam, de apenas encaixar adequadamente competências especializadas,Continuar lendo “Gerenciar pessoas”

Subtrair o óbvio e acrescentar o significativo

“A vida não tem significado. Cada um de nós tem seu significado e o traz para a vida. É uma perda de tempo fazer perguntas quando você é a resposta.” (Joseph Campbell) No mais recente livro de Humberto Mariotti e Cristina Zauhy (“Longe do equilíbrio – A exclusão do humano e suas consequências”), que recomendo,Continuar lendo “Subtrair o óbvio e acrescentar o significativo”

Legibilidade

James C. Scott, em seu livro Seeing like a State, apresenta o conceito de “Legibilidade“: “Centenas de anos atrás, as florestas serviam para muitas coisas – eram locais onde as pessoas colhiam madeira, mas também onde os habitantes locais procuravam alimentos e caçavam, bem como um ecossistema para animais e plantas. De acordo com aContinuar lendo “Legibilidade”