E se Deus negar?!

Partido Alto foi composta por Chico Buarque em 1972, em plena ditadura. Cheia de ironias e indiretas a música sofreu censura e, na época, teve dois termos vetados: a palavra “titica” teve que ser substituída por “coisica”, e “brasileiro” substituído por “batuqueiro”, o que já expressa sua importância histórica e política. Sua letra é umaContinuar lendo “E se Deus negar?!”

E a multidão vendo atônita/ Ainda que tarde/ O seu despertar

Simbolicamente, a Rosa dos Ventos representa luz e sorte. Significa também a necessidade de mudanças, de se encontrar uma direção, um caminho a seguir. Rosa-dos-Ventos (Chico Buarque) E do amor gritou-se o escândaloDo medo criou-se o trágicoNo rosto pintou-se o pálidoE não rolou uma lágrimaNem uma lástimaPra socorrer E na gente deu o hábitoDe caminhar pelas trevasDe murmurar entre as pregasDeContinuar lendo “E a multidão vendo atônita/ Ainda que tarde/ O seu despertar”

Autocompressão

Há pessoas que estão no corner. Não sabem como sair, mesmo tendo, calmamente, ido parar lá. A monotonia domina suas vidas. O grito está travado; os gestos, congelados; o olhar, vidrado; o amanhã, indesejado; o corpo funciona como uma tela na qual passa um filme nostálgico; o coletivo é só o outro – não seContinuar lendo “Autocompressão”

“É pirueta pra cavar o ganha-pão Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro”

A situação neste ano, como já falei noutro post, não será agradável. Milhões entrarão na faixa de pobreza. Muitos dos que deixaram de receber o auxílio emergencial, muitos, voltarão à pobreza extrema. Bom, isso não interessa. “Comprei cama, armário, sapato… tudo à vista. Agora faço fila num refeitório popular em São Luis para garantir aContinuar lendo ““É pirueta pra cavar o ganha-pão Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro””

“Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir, a certidão pra nascer e a concessão pra sorrir, por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague”

Construção (Chico Buarque) Amou daquela vez como se fosse a últimaBeijou sua mulher como se fosse a últimaE cada filho seu como se fosse o únicoE atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquinaErgueu no patamar quatro paredes sólidasTijolo com tijolo num desenho mágicoSeus olhos embotados de cimento eContinuar lendo ““Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir, a certidão pra nascer e a concessão pra sorrir, por me deixar respirar, por me deixar existir, Deus lhe pague””