“Amanhã ainda não será outro dia”

O Brasil, contrariando os mandatários atuais, que nem perdem tempo em classificar a “poesia” (imaginem: se acham o temor à pandemia uma frescura!), tem duas datas comemorativas para os que acham que “para viajar basta existir“. A tradicional homenageia Castro Alves, que nasceu em 14 de março de 1847. Depois, oficializou-se o 31 de outubro,Continuar lendo ““Amanhã ainda não será outro dia””

Navios negreiros

O poema abaixo, “O navio negreiro”, mesmo título do de Castro Alves, foi composto em 1854. Castro Alves possivelmente o leu; o seu foi publicado após sua morte, em 1871. O navio negreiro (Das Sklavenschiff – 1854), de Heinrich Heine (1797-1856) O sobrecarga Mynherr van KoekCalcula no seu camaroteAs rendas prováveis da carga,Lucro e perdaContinuar lendo “Navios negreiros”

IMPROVISO (Castro Alves)

À MOCIDADE ACADÊMICA “Moços! A inépcia nos chamou de estúpidos!Moços! O crime nos cobriu de sangue!Vós os luzeiros do país, erguei-vos!Perante a infâmia ninguém fica exangue Protesto santo se levanta agora,De mim, de vós, da multidão, do povo;Somos da classe da justiça e brio,Não há mais classe ante esse crime novo! Sim! mesmo em face,Continuar lendo “IMPROVISO (Castro Alves)”