A Quarta Teoria Política

A Rússia voltou à cena geopolítica, pretendendo ser protagonista. Após ser menosprezada nos anos 1990, quando do fim da URSS, tem se preparado para recuperar sua autoestima, aliás, sua ideia de grandeza. Há alguns mentores dessa ressignificação russa no tabuleiro político. Um deles é o economista Sergey Glazyev, membro da Academia Russa de Ciências, ex-assessorContinuar lendo “A Quarta Teoria Política”

A obsessão pelo homogêneo, a “pureza”

Falei, noutro texto (https://balaiocaotico.com/2022/03/24/iliberalismo/), sobre o papel de Carl Schmitt na “fundação” teórica do Estado que depois reconheceríamos como nazista. Ele acreditava num “Estado total, aquele para o qual tudo é político, pelo menos potencialmente. (…) os pontos extremos da grande política são aqueles momentos nos quais o inimigo é percebido com uma clareza concretaContinuar lendo “A obsessão pelo homogêneo, a “pureza””

Iliberalismo

Já dizia Guimarães Rosa: “Obedecer é mais fácil do que entender”. Esta é, certamente, uma das razões pelas quais muitas pessoas preferem se submeter (do ponto de vista social, psicológico e econômico) a um tirano do que exercitar sua liberdade democrática. Os mais velhos lembram de Erich Fromm e sua preocupação com a liberdade. NumContinuar lendo “Iliberalismo”

“O medo não é uma visão de mundo”

O barão Kurt von Hammerstein-Equord foi comandante do Exército alemão de 1930 a 1934. Quando Hitler assumiu o poder supremo, no início de 1933, representava a encarnação da vontade unânime dos alemães. Havia sido eleito, tinha o apoio dos empresários e financistas e trazia a tiracolo a promessa das restaurações do orgulho e da economiaContinuar lendo ““O medo não é uma visão de mundo””