“Proteja-me do que quero” (Jenny Holzer)

Com o iluminismo, a partir do século XVIII, acreditou-se que haveria uma harmonia entre o “progresso” e aumento da felicidade. O progresso anunciado se traduziria em avanço do saber científico, uma disparada na produtividade, o “domínio” definitivo da natureza pela tecnologia, a libertação das mentes do jugo religioso, superstição e servilismo, a transformação das instituiçõesContinuar lendo ““Proteja-me do que quero” (Jenny Holzer)”

A dor

Algofobia, o medo da sensação de dor. A dor não é apenas assunto médico, também é sociológico. Nossa tolerância à dor tem diminuído rapidamente. Essa angústia tem por consequência uma “anestesia permanente”, diz Byung-Chul Han. Toda condição dolorosa é evitada, inclusive as “dores de amor”. O amor deixa de ser uma entrega total; há umContinuar lendo “A dor”

Não é simples!

Novo livro de Cristina Zauhy e Humberto Mariotti: “A Complexidade da Vida – E suas ameaças pelo fascismo e outros autoritarismos”. Atualíssimo! É importante para os que não têm a mente embotada e compreendem que viver é um exercício de amadurecimento. O poder não é uma corda, bidirecional, que se pode puxar numa das pontasContinuar lendo “Não é simples!”

Intolerância política

O mundo material, feito de átomos e moléculas, de coisas que podemos tocar e cheirar, está se dissolvendo em um mundo de informação, de não-coisas. Aceleradamente! Com a disseminação das redes sociais e do acesso à internet, acreditei que caminharíamos para uma “democracia direta”, em tempo real, plebiscitária. Uma ágora moderna. Byung-Chul Han, vem comContinuar lendo “Intolerância política”

Poderemos escolher como será nosso fim?

Inebriados, o capitalismo selvagem nos leva à destruição. Antes do fim da nossa espécie, porém, teremos o prazer de devastar o ambiente, como a um inimigo; revirar todas as reservas até deixar as entranhas da Terra à mostra; cavucar o solo marinho à busca de minérios; deixar nossa marca geológica (lixo) em todos os espaços;Continuar lendo “Poderemos escolher como será nosso fim?”

O rei está morrendo!

Há um rei, consciente de seu papel como rei. Moribundo, tenta segurar tudo nas mãos. Ele está no poder há séculos mas, não se apercebeu, o tempo passou e, inexoravelmente, terá que morrer. Quando nota que sua hora chegou, junto com a agonia, começa a perder todos os seus poderes. “Eu tentei acender a calefação,Continuar lendo “O rei está morrendo!”

O metaverso será nosso universo?

“Daquilo de que os outros não sabem sobre mim, disso eu vivo.” (Peter Handke) Estamos perdendo nossos segredos, nossa individualidade, nossas idiossincrasias. Viramos um caldo cultural, mas com pouca especificidade. Somos acompanhados e, monitorados. Sem percebermos, estamos nos entregando e nos deixando manipular. Que coisa! Que coisa nos tornamos! A transparência de nossos atos, preferências,Continuar lendo “O metaverso será nosso universo?”

“Os que se dedicam à filosofia são homens que se estão preparando para morrer”

“Pétalas voam Todas elas fazem o Galho mais velho” (Yosa Buson, 1716-1783) Em Fédon, Platão insinua que a morte não é nenhum ponto-final catastrófico. Ela seria um ponto extraordinário de virada que leva a um ser superior. Ela aproximaria a alma do “invisível”, do “divino”, do “racional” e do “uniforme” que, como o imutável, permaneceContinuar lendo ““Os que se dedicam à filosofia são homens que se estão preparando para morrer””

Certezas e absolutos

A realidade “ficcional” e a “real” se confundem num mundo cada vez mais virtual, aponta Byung-Chul Han. As saídas assumem, em geral, o papel de fugas. O pensar virou um palavrão, coisa de ‘intelectual’, outro nome para ‘inútil’, e impõe-se que só se permite duvidar das opiniões dos outros, nunca das próprias (introjetadas). O mundoContinuar lendo “Certezas e absolutos”