“O imortal no mortal é o seu Nome” (Aurobindo)

“Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.” (Lucas 17: 20-21) Noutras traduções, lê-se “A vinda do Reino de Deus não é observável. (…) poisContinuar lendo ““O imortal no mortal é o seu Nome” (Aurobindo)”

Tribalismo

O ódio não é um bom guia; ele cega! Mas é instintivo, mobiliza sem questionamentos. Por isso, os manipuladores tanto o propagam. Causa-nos ódio quando algo que prezamos é atacado. Valores sociais julgados importantes são sitiados por grupos e depois, divulga-se que estão ameaçados. Aí a fera se manifesta. Os valores mais comumente manipuláveis sãoContinuar lendo “Tribalismo”

A parábola dos talentos

Muitos conhecem a Parábola dos Talentos, enunciada em Mateus 25 e, de forma assemelhada, na Parábola das Dez Minas, em Lucas 19. Sua leitura rápida parece endossar as atuais práticas capitalistas, o sistema bancário, os juros, a infatigável busca dos lucros e a meritocracia. Darei minha opinião, ao final, mas gostaria de conhecer outras. ParábolaContinuar lendo “A parábola dos talentos”

Sabemos mesmo?

Havia um seriado na TV, nos anos 50, que fez muito sucesso: Papai Sabe Tudo. O título original era mais apropriado: Father Knows Best. Vi algumas reprises nos anos 80. O fato é que, na minha visão, ninguém “sabe” nada, a rigor. O que julgamos saber é precário e provisório. É “sabido” que Sócrates afirmavaContinuar lendo “Sabemos mesmo?”

Por que abrir mão da liberdade?

“Não espalharás notícias falsas, nem darás a mão ao ímpio para seres testemunhas de injustiça. Não tomarás o partido da maioria para fazeres o mal, nem deporás num processo, inclinando-se para a maioria, para torcer o direito, nem serás parcial com o desvalido no seu processo.” (Êxodo 23 1-5) A mentira é o argumento dosContinuar lendo “Por que abrir mão da liberdade?”

O inconsciente e seus efeitos sobre nossas atitudes

“Você já teve um sonho, Neo, que parecia ser verdadeiro? E se você não conseguisse acordar desse sonho? Como você saberia a diferença entre o mundo dos sonhos e o mundo real?” (Diálogo entre Morpheus e Neo, na trilogia do filme Matrix). António Damásio, no livro O Erro de Descartes, procurou destacar que a emoçãoContinuar lendo “O inconsciente e seus efeitos sobre nossas atitudes”

A Guerra Oriental, ou da Criméia

“A única definição de macho alfa: se você tentar ser um macho alfa, nunca será um.” Aforismo de Nassim Taleb, a partir da sua leitura de Aristóteles (“Ética a Nicômaco”), para quem a pessoa “magnificente” considera a si mesmo como alguém digno de grandes coisas e, consciente de sua posição na vida, age de acordoContinuar lendo “A Guerra Oriental, ou da Criméia”

As mulheres e a usurpação de seu espaço

“Se as mulheres são melhores do que os homens não poderia dizer. Mas posso dizer que certamente não são piores.” Esta frase é atribuída a Golda Meir. No entanto, elas foram e ainda são discriminadas nos espaços político, econômico e cultural. Admiro a rebeldia dos que não se aceitam subjugar por conta de seu sexoContinuar lendo “As mulheres e a usurpação de seu espaço”

“Sobre o nada eu tenho profundidades”

Manoel de Barros tinha “um olhar de fonte, um olhar de primeira água”, no dizer de Paulinho Assunção. Era o próprio sentimento, numa vertente sempre da infância, da curiosidade e da reverência. Um cultor da palavra e da simplicidade. Fazia um esforço para nada explicar; o que se consegue explicar, satisfatória e completamente? Ele amavaContinuar lendo ““Sobre o nada eu tenho profundidades””

Boécio

Boécio foi um teólogo, poeta, político e filósofo romano. Acusado de apoiar um traidor, foi preso, torturado e executado em 525, a mando de Teodorico, o Grande. Seu livro “A Consolação da Filosofia” foi escrito na prisão, concebido entre duas sessões de tortura, enquanto esperava sua morte. É o testemunho da grandeza à qual umContinuar lendo “Boécio”