Causalidade e casualidade

“Eu defendo um direito ilimitado da razão controlar os sistemas de pensamento; no entanto, eu aludo a um modo de conhecimento extra-racional, que é adquirido com recursos diferentes da razão. Eu penso que esse modo de conhecimento extra-racional é primordial e essencial. Não há apenas pensamento, há também instinto, emoção, intuição, etc.” (Wolfgang Pauli, físico)Continuar lendo “Causalidade e casualidade”

O político Platão

Quando Platão se aproximava dos quarenta anos, ele visitou vários locais, entre os quais, a cidade-estado de língua grega de Siracusa, na ilha da Sicília. Em sua juventude, Platão havia considerado entrar na turbulenta política de Atenas, mas percebeu que suas reformas, pensadas para a constituição da cidade e nas práticas educacionais eram muito improváveisContinuar lendo “O político Platão”

Mundo alienado

O mundo gira num eixo excêntrico. Muitos ficam à margem, já no nascimento. As desigualdades os marcam e os aprisionam, não só com tornozeleiras sociais mas com correntes. As chaves são acessadas por poucos; não só por mérito. As pessoas mais carentes não são ‘capazes’ de se organizar e lutar pelo que é natural: disporContinuar lendo “Mundo alienado”

Pés de lótus

 A partir do século X, ter os pés deformados tornou-se um padrão de beleza na cultura chinesa, no caso de mulheres que não precisavam trabalhar. Essa tradição só começou a morrer no início do século passado. A mudança começou após um apelo à honra nacional. “Não há nada que nos torne mais ridículos do queContinuar lendo “Pés de lótus”

Alguns caminhos do saber

“Os velhos deuses estão mortos, ou estão morrendo, e em toda parte as pessoas perguntam: qual será a nova mitologia, a mitologia da terra unificada como um ser harmônico?” (Joseph Campbell) Os “hilozoístas”, pré-socráticos, acreditavam que toda a realidade – não só as espécies vivas – tinham ‘sensibilidade’; toda a matéria seria viva, animada porContinuar lendo “Alguns caminhos do saber”

A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte

Lucrécio, em De Rerum Natura, afirma que “Nada no corpo é concebido a fim de que possa ser usado. O que acidentalmente nasce é por causa de seu uso.” Qualquer biólogo evolucionista assinaria em baixo, embora Lucrécio tenha vivido entre 99 e 55 a.C. Esse pensamento contrariava a ideia vigente, aristotélica, de que “a naturezaContinuar lendo “A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte”