“A instrução é como a liberdade: ela não se dá, conquista-se” (Jacotot)

Joseph Jacotot era um pedagogo extravagante, do início do século XIX. No período pós-revolucionário, era aceito que a instrução seria um instrumento para a redução das desigualdades. O governo ficaria nas mãos da elite instruída, que se empenharia em desenvolver formas de instrução para os homens do povo, repassando os conhecimentos – só os necessáriosContinuar lendo ““A instrução é como a liberdade: ela não se dá, conquista-se” (Jacotot)”

Histórico da indiferença

“Por que eu sempre nado contra a corrente? Porque só assim se chega às nascentes”. (José Lutzenberger) “Sou pessimista quanto à raça humana, porque ela é tão engenhosa que acaba se voltando contra si mesma. Nosso modo de lidar com a natureza é obrigá-la à submissão. Teríamos mais possibilidades de sobrevivência se nos acomodássemos aContinuar lendo “Histórico da indiferença”

Turbulências

“Quando átomos se movem para baixo através do vazio pelo seu próprio peso, desviam um pouco no espaço em um tempo completamente incerto e em lugares incertos, apenas o suficiente para que você pudesse dizer que seu movimento mudou. Mas se eles não tivessem o hábito de se desviar, todos eles cairiam direto através dasContinuar lendo “Turbulências”

Falando de Pascal, por Fábio Adiron

Argumentum ad Hominem (literalmente, argumento contra o homem) é um tipo de falácia de relevância, um subgrupo do que é conhecido no campo da lógica como falácias não-formais. Quando não tem mais argumentos para usar, um debatedor agressivo, em vez de refutar a verdade do argumento adversário, ataca diretamente o caráter pessoal do oponente. Blaise Pascal, matemático, físico, inventor, filósofo e escritor, foiContinuar lendo “Falando de Pascal, por Fábio Adiron”

Semiótica

“Todos os homens filosofam; e, como diz Aristóteles, devemos fazê-lo nem que seja para provar a futilidade da filosofia. Os que negligenciam a filosofia têm teorias metafísicas tanto quanto os outros – só que têm teorias grosseiras, falsas, e verborrágicas.” (Charles Peirce) Na argumentação de Peirce, a lógica é apenas um outro nome para semiótica,Continuar lendo “Semiótica”

O império das leis é suficiente?

Em 1984, Norberto Bobbio publicou “O futuro da democracia – uma defesa das regras do jogo”. Bobbio era um pensador preocupado com a sobrevivência da democracia e com suas contradições. Defendia a manutenção das regras do jogo: o respeito às normas e às instituições da democracia é o primeiro e mais importante passo para aContinuar lendo “O império das leis é suficiente?”

Consiliência

O físico e historiador Gerald Holton cunhou a expressão ENCANTAMENTO JÔNICO, que considera a unidade das ciências; uma convicção de que o mundo é ordenado e pode ser explicado por um pequeno número de leis naturais. Einstein tinha esse ‘encantamento’. A referência é aos chamados filósofos pré-socráticos que habitaram a Jônia, província grega na costaContinuar lendo “Consiliência”

“O tempo depura tudo envelhecendo junto.” (Orestes)

A peça Eumênides é a terceira parte da Orestéia, de Ésquilo (525-456 a.C.), o pai da tragédia. Eumênides é um termo que Ésquilo usa para se referir às Erínias, as personificações da vingança sobre os mortais. A deusa Nêmesis também se encarregava da vingança, mas dos deuses. Na mitologia romana, as Erínias eram chamadas Fúrias.Continuar lendo ““O tempo depura tudo envelhecendo junto.” (Orestes)”

Causalidade e casualidade

“Eu defendo um direito ilimitado da razão controlar os sistemas de pensamento; no entanto, eu aludo a um modo de conhecimento extra-racional, que é adquirido com recursos diferentes da razão. Eu penso que esse modo de conhecimento extra-racional é primordial e essencial. Não há apenas pensamento, há também instinto, emoção, intuição, etc.” (Wolfgang Pauli, físico)Continuar lendo “Causalidade e casualidade”

O político Platão

Quando Platão se aproximava dos quarenta anos, ele visitou vários locais, entre os quais, a cidade-estado de língua grega de Siracusa, na ilha da Sicília. Em sua juventude, Platão havia considerado entrar na turbulenta política de Atenas, mas percebeu que suas reformas, pensadas para a constituição da cidade e nas práticas educacionais eram muito improváveisContinuar lendo “O político Platão”