A política é como espumas

Ao escolher o nome para meu blog pensei nalgo que representasse meu querido país. Escolhi “Balaio Caótico“. Acho que não errei. Há algum tempo, ao acordar me perguntava: “Quem foi preso hoje?” Logo, a pergunta era: “Quem foi solto hoje?” Estou lendo o calhamaço “Ética”, de Fábio Konder Comparato, 716 páginas. Pretendia escrever sobre esseContinuar lendo “A política é como espumas”

Dido e Eneias

Eneias é um personagem conhecido. Não, não vou falar do político nacionalista (“Meu nome é Enéas!”). Trato do lendário fundador do que viria a ser a Itália, de quem falava Virgílio: “Canto as armas e o varão que o fado quis exilado e que fosse o primeiro das terras de Troia a chegar à ItáliaContinuar lendo “Dido e Eneias”

O exemplo errado

Em 11 de novembro de 1899, os republicanos – civis, principalmente – “convenceram” o general Deodoro da Fonseca a derrubar o Império e instaurar uma República. Saiu uma ditadura militar. Nossas crises não capricham na originalidade. Há um paralelo entre a proclamação da república e o golpe de 64: os civis usam os militares paraContinuar lendo “O exemplo errado”

América

O historiador mexicano Edmundo O’Gorman (1906-1995) insistia na ideia de que a América não foi “descoberta”, mas “inventada”. 1492 foi um ano marcante para o Ocidente. Além da “descoberta” da América por Colombo, houve o fim do domínio islâmico na Península Ibérica, a expulsão dos judeus da Espanha e, a publicação da primeira gramática emContinuar lendo “América”

Ford, o pacifismo e o antissemitismo

Henry Ford introduziu a produção em massa de automóveis. Tinha lá suas convicções sobre religião, história, política, guerra e os judeus. Ele se opôs a ambas as Guerras Mundiais em função de seu pacifismo geral. Fala-se, aliás, que em 1941, enviou uma carta para Mahatma Gandhi, na qual expressava sua admiração: “Você é um dosContinuar lendo “Ford, o pacifismo e o antissemitismo”

“Quase sempre o êxito justificou os seus métodos”

A 19 de maio de 1536, Ana Bolena era decapitada. Ela escolheu o tipo de morte; a opção era ser queimada. Havia sido acusada de adultério e incesto. No mesmo dia, seu irmão e quatro jovens também foram executados. Aparentemente, foi tudo forjado. A culpa de Ana foi não ter gerado um filho para HenriqueContinuar lendo ““Quase sempre o êxito justificou os seus métodos””

A sombra autoritária

O regime autoritário que ora se desenha não tem um pensamento a fundamenta-lo, a não ser que se queira considerar os impropérios, recheados de palavrões, de Olavo de Carvalho. O Estado Novo, por sua vez, teve o Oliveira Vianna. Um “pensador” que acreditava na hierarquia de raças, no darwinismo social e, na eugenia. Defendia oContinuar lendo “A sombra autoritária”

A arrogância é aliada da ignorância

A História traz lições para os que, humildemente, se abrem para entender nossos erros e acertos. Por outro lado, a arrogância é aliada da ignorância. Ou seja, mesmo os que absorvem conhecimentos podem soçobrar à soberba. Vejamos, rapidamente, um pouco da história recente chinesa. No século XIX, o reduzido comércio da China com o OcidenteContinuar lendo “A arrogância é aliada da ignorância”

Sem rumo

O grande mal do país, desde sempre, chama-se “atraso”. Atrasos econômico, social, tecnológico e cultural. Começamos com o pé errado: nossa colonização foi voltada à “exploração” local. Os países que não ficaram no subdesenvolvimento tiveram um processo colonizador diferente, o de “povoamento“, que visava trazer desenvolvimento à colônia. Após os vários ciclos exploratórios (pau-brasil, ouro,Continuar lendo “Sem rumo”

Progresso contínuo

Steven Pinker defende que a espécie humana nunca esteve tão bem e, isso seria devido aos valores do Iluminismo europeu do século XVIII. Ele glorifica a abordagem neoliberal e tecnocrática predominante como solução dos problemas do mundo: foi a única que já funcionou e vai continuar conduzindo a humanidade em uma trajetória triunfante. A ciênciaContinuar lendo “Progresso contínuo”