“Persevere, não apenas pratique sua arte, mas se esforce também para compreender seu significado interior, merece o esforço.”

Neste ano comemora-se os 250 anos do nascimento de Beethoven. Prometi escrever sobre sua vida, ao longo do ano. Em 1812, ele estava com 41 anos. Já havia realizado suas primeiras aspirações. Aceitara o lugar de sucessor de Mozart e Haydn como o mais aclamado compositor da Europa. Em 17 de julho daquele ano, escreveuContinuar lendo ““Persevere, não apenas pratique sua arte, mas se esforce também para compreender seu significado interior, merece o esforço.””

Observações sobre Solano López

Solano López era o dono do Paraguai. Ao assumir a presidência da República, disse à sua companheira, a irlandesa Elisa Alicia Lynch, que conhecera num baile dado no Palácio das Tulherias por Napoleão III: “Senhora, desde esta noite, o Paraguai sou eu!” Levava isso a sério: exercia despoticamente a coerção política, através de uma redeContinuar lendo “Observações sobre Solano López”

A marca da escravidão

Renegar a escravidão no Brasil é o divertimento de parte da direita no país. Se ela ainda houvesse, legalmente, eles se sentiriam à vontade. Conquistas sociais não podem se limitar às ‘conquistas’; sua manutenção não é garantida. O exemplo vem da Fundação Cultural Palmares, que “tornou-se referência nacional e internacional na formulação e execução deContinuar lendo “A marca da escravidão”

Um berço de inovações

Shenzhen, no sudeste da China, era uma vila de pescadores, quarenta anos atrás. Em 1980, Shenzhen foi estabelecida como a primeira ‘zona econômica especial’ da China. Lá, começaram a produzir cópias baratas de toca-fitas e calculadoras; atualmente, é conhecida como a ‘fábrica do mundo’ e ‘Vale do Silício’ chinês. Alguns se surpreendem. Desconhecem a capacidadeContinuar lendo “Um berço de inovações”

Resistir é digno

Ajuricaba era chefe dos índios ‘manau’ e liderou as tribos do rio Negro na guerra contra os colonialistas portugueses, na terceira década do século XVIII. Ele liderou mais de trinta nações indígenas contra os portugueses por muitos anos e perdeu, o que levou seu povo à extinção. Ele era um ‘tuxaua‘, da grande família ‘aruaque’,Continuar lendo “Resistir é digno”

Porcelana

Em 1792, um representante de uma missão à China, lorde Macartney, levou algumas peças de cerâmica produzidas na fábrica de Josiah Wedgwood – então, o melhor ceramista inglês; viria a ser o avô materno de Charles Darwin – para presentear o imperador chinês. Uma gafe, um insulto. O imperador ficou ressentido e se recusou aContinuar lendo “Porcelana”

Reinvenções da Sony

Nos anos 50, Akio Morita visitou o Ocidente e ficou humilhado com a percepção da origem “Made in Japan”. Significava produto ruim, mal-acabado, de segunda classe. Algo como ocorreu depois com os produtos coreanos e chineses – estes em rápida transformação. Os produtos brasileiros estão nessa fase, pouco confiáveis – sem tradição, sem marcas ‘fortes’,Continuar lendo “Reinvenções da Sony”

Diágoras, um ateu

Diágoras, foi um poeta e sofista grego do século V a.C. Era apelidado de “o ateu”. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro a dizer que a religião foi criada pelos governantes para assustar as pessoas de modo a fazê-las seguir uma ordem moral.  Foi discípulo de Demócrito. Acabou expulso de Atenas, acusado de ImpiedadeContinuar lendo “Diágoras, um ateu”

O Turista aprendiz

1927. Mário de Andrade sai da Paulicéia e passa a conhecer o Brasil, ficção para a maioria dos ‘sulistas’. Regiões ‘remotas’, tradições peculiares … um outro Brasil. Antes, em abril de 1924, Mário voltara a Minas na “viagem da descoberta do Brasil”, quando o grupo modernista paulistano, a mecenas Olívia Guedes Penteado e amigos percorramContinuar lendo “O Turista aprendiz”

A diversidade dá sentido ao mundo

“Acredito que uma folha de grama não é menos do que a jornada das estrelas.” (Walt Whitman) Sempre nos lembram que devemos ser ‘objetivos’. Objetividade, entretanto, é uma ficção, uma abstração. Tudo que é material pressupõe uma pré-diferenciação muito antes de sua concretização como coisas. “Em 1685, num dia qualquer, o gramado luxuoso do palácioContinuar lendo “A diversidade dá sentido ao mundo”